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O nervosismo que tomou conta dos mercados desde que a crise financeira se intensificou deve persistir nesta quinta-feira. Entretanto, a atuação coordenada de Bancos Centrais da Europa, Estados Unidos e Ásia trouxe um pouco de alívio aos investidores e pode amenizar os negócios. A agenda de indicadores tanto interna quanto externa fica novamente para o segundo plano.
Nos Estados Unidos, está prevista a divulgação de novos pedidos de seguro desemprego e dados do setor atacadista daquele país. Por aqui, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) divulgou logo cedo que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,32% na primeira quadrissemana de outubro. A taxa é 0,06 ponto percentual menor em relação à inflação de 0,38% registrada em setembro.
Logo mais, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) solta os números prévios do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de outubro, cuja estimativa é de alta de 0,25%.
Ontem, a incerteza em relação à economia global seguiu imprimindo cautela e volatilidade aos negócios. Na BM&FBovespa, as projeções de juros de longo prazo embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) sinalizaram alta decorrente da escalada do dólar e também pela insegurança que a crise financeira gera dia-a-dia. O DI de janeiro de 2010 passou de 14,87% para 14,91% ao ano.
Depois de registrar forte volatilidade ao longo de toda a sessão, a bolsa brasileira ensaiou uma recuperação no final dos negócios mas acabou encerrando o dia em queda de 3,85%, aos 38.593 pontos. O giro financeiro somou R$ 7,4 bilhões.
No mercado de câmbio, a ação intensiva do Banco Central (BC) na ponta de venda de dólares deu resultado e a moeda norte-americano encontrou espaço para recuar após cinco sessões consecutivas em alta. O dólar fechou em baixa de 1,43%, vendido a R$ 2,28.
Fonte: investnews.com.br
Crise deixa agenda para segundo plano
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