Ontem, ao final de um dia inteiro de muita discussão, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma contraproposta durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região que foi rejeitada pelos bancários. Diante disso, a decisão foi de manter a greve iniciada no último dia 30.
De acordo com informações do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região (filiado à Conlutas), a Fenaban ofereceu 9% de reajuste para os pisos salariais, 9% para quem ganha até R$ 1.500,00, 9% para a parcela fixa e para o teto da participação nos lucros e resultados (PLR) adicional, 9% para a gratificação de caixa e 7,5% para as demais faixas salariais e benefícios. As negociações continuam hoje, a partir das 11h.
Na assembléia realizada ontem à noite em Bauru, a proposta foi rejeitada por unanimidade. Os trabalhadores dos bancos privados lutam por reposição de perdas de 31%, os do Banco do Brasil por 92% e os da Caixa Econômica Federal, 104%.
“É uma afronta esta proposta dos banqueiros, que receberam recentemente R$ 160 bilhões do governo Lula. Para o sindicato, a greve deve continuar forte e sólida, com a adesão de mais bancários. Não dá para aceitar este discurso de que banqueiro não tem dinheiro”, dizem os diretores da entidade em nota oficial encaminhada à imprensa.
A categoria reivindica participação linear nos lucros, sem limite de salários, e gratificação de R$ 3.500,00. Além disso, cobra contratação de mais funcionários, já que o déficit de mão-de-obra é apontado como o maior causador de filas nas agências.
Fonte: jcnet.com.br
Bancários rejeitam nova proposta e decidem manter a paralisação
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