Botucatu não evita o leilão

A Prefeitura de Botucatu contesta a instalação de pedágio no quilômetro 261,12 da rodovia Marechal Rondon (SP-300). Ela tentou suspender na Justiça o leilão do trecho Leste, realizado ontem em São Paulo. A liminar não foi concedida contra a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

Para o prefeito Antonio Mário de Paula Ferreira Ielo (PT) a população será prejudicada com o preço do pedágio. A receita arrecadada na praça de pedágio existente na Rondon, no município Areiópolis, segundo Ielo, é mais do que suficiente para manutenção e investimento nos dispositivos de segurança da estrada. A tarifa atualmente é de R$ 7,40.

Na ação civil pública, segunda a secretária de Negócios Jurídicos, Karina Jorge dos Santos Pupatto, a prefeitura alega que no lugar de instalar uma nova praça de pedágio, na região de Botucatu, bastaria ao Estado cobrar o pedágio nos dois sentidos da rodovia em Aireópolis. Atualmente, o pedágio é unidirecional (Capital-Interior).

Em nota distribuída pela assessoria de imprensa, Ielo declarou que o pedágio em Botucatu é inadequado, porque não há registro de prejuízo ao DER na manutenção e implantação de novos dispositivos de segurança no trecho da Rondon entre Botucatu e Bauru.

Segundo o prefeito, o DER terceiriza o trabalho de arrecadação e conservação da estrada em valores bem abaixo da arrecadação da praça de Areiópolis.

Na ação civil pública, a prefeitura contestou o deslocamento da verba arrecadada na região de Botucatu para investir em trecho de Piracicaba. No preço de concessão a tarifa será cobrada por trecho.

Pelos cálculos da prefeitura. O pedágio deve custar 109% a mais na distância de 16 quilômetros entre Bauru e São Manuel com a praça de pedágio do km 261,12 . No leilão de ontem o trecho Leste vai ter tarifa de R$ 0,093774, um deságio de 13,09%, bem inferior ao Oeste que foi de 40,59%. A reportagem não conseguiu ouvir a Artesp até o fechamento desta edição.

Fonte: jcnet.com.br

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