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Caio Coube (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB), que vão disputar o segundo turno das eleições em Bauru, subiram o tom das críticas, ontem, ao comentar as entrevistas que ambos deram ao Jornal da Cidade, publicadas nas páginas 8 e 9, também ontem. Nenhum gostou do que o outro disse.
Ao responder à crítica lançada por Caio, veiculada na edição do JC de ontem, de que não reúne experiência suficiente para ocupar o cargo de prefeito (destaque da primeiro resposta do tucano, publicada ontem), Rodrigo diz que está, sim, muito bem preparado. “Mais, inclusive, do que o meu adversário (Caio)”, frisa o peemedebista.
Em seguida, ele lista seu perfil: oitavo ano como vereador de Bauru, segundo mandato, já ocupou o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente, atuou em diversos conselhos municipais desde os 18 anos, já administrou inúmeras organizações não-governamentais (ONGs), elaborou projetos que seriam referência na área ambietal em todo o País.
“Caio sempre foi empresário. Para lidar com vereadores, apenas quem conhece o funcionamento da Câmara sabe como é. Eu pretendo trabalhar muito em parceria com a Câmara, trabalhar com uma equipe técnica, porque não se administra uma cidade sozinho. Não adianta ele vir com papo de que é uma grande liderança e que sabe exercer liderança, se não souber conversar, dialogar com a população e com os vereadores. Então, existe uma diferença muito grande entre administração privada e administração pública. É essa a grande diferença entre os dois candidatos”, dispara o peemedebista.
Rodrigo disse ao JC que Caio “não tem experiência pública” (destaque da primeiro resposta do peemedebista, publicada ontem).
‘Experiência de gestão’
O tucano Caio Coube começou a rebater falando de si. Lembrou que exerceu o cargo de conselheiro da Cesp por cerca de um ano e meio. Destacou que o cargo de prefeito é público, mas “de liderança, de gestão”.
“Portanto, eu tenho, sim, experiência de gestão. Tenho experiência em liderança, tenho experiência em formação de equipes, em coordenação de equipes e em busca de resultados através de trabalho de equipes - é verdade que na iniciativa privada. Mas, agora, irei levar toda essa minha experiência, ao longo dos meus 25 anos de vida profissional, para o setor público”, ressalta Caio.
O tucano criticou o partido de Rodrigo pelo endividamento da Cesp, que definiu como “fruto de uma gestão equivocada ao longo dos governos do PMDB”. Rodrigo rebate a crítica de Caio ao lembrar que a Cesp construiu muitas hidrelétricas ao longo do rio Tietê, por exemplo, ação que definiu como decisiva para o desenvolvimento do País, graças à administração do PMDB.
“Todo esse trabalho merece um grande respeito. Num determinado momento da nossa economia, o preço da energia foi caindo bastante, e a Cesp foi se endividando. Agora, quem fez a privatização da Cesp foi o PSDB e isso, o Caio não tem de onde se desculpar. É responsabilidade do PSDB a privatização da Cesp. Inclusive, recentemente, havia planos para a privatização da Cesp-Paraná, que ainda é do governo do Estado. Ela administra hidrelétricas como a de Porto Primavera, que é o maior reservatório do mundo. Vai perder agora para a Hidrelétrica de Três Gargantas, na China”, ataca o peemedebista.
Na discussão promovida pelo JC, na entrevista com os dois candidatos, o setor de saúde, um dos mais criticados pela população, foi amplamente discutido. Rodrigo acenou que pretende mexer na questão salarial ao tratar da possibilidade de encaminhar o plano de carreira para a avaliação da Câmara Municipal, já no começo do ano que vem. Caio tratou, ontem, do tema salário do funcionalismo, inclusive dos servidores da saúde. Ao comentar o fato que a remuneração proposta pela Prefeitura de Bauru para a carreira de médico não é atraente, o tucano acenou com “um ajuste nessa questão e oferecer salários para os profissionais de medicina que sejam compatíveis com a realidade de mercado”.
“E fazer com que os médicos se interessem com a carreira na área pública. Mas temos que levar em conta que a área de saúde não é feita só de profissionais formados em medicina”, destaca. Em seguida, Caio acrescenta que sua proposta é de valorização do servidor municipal com uma remuneração adequada. “Lembrando que do couro é que sai a correia. Da capacidade de arrecadação da prefeitura é que teremos a capacidade de remunerar mais adequadamente os servidores. Além disso, condições de trabalho, capacitação, treinamento e reconhecimento. Tudo isso para todos os setores da prefeitura”, salienta Caio.
Rádio e TV
Rodrigo diz que, pelo menos no início da campanha no rádio e na TV a partir de hoje, irá detalhar o plano de governo. Ele afirma que a campanha, além de ser um momento de escolha do eleitor da pessoa para administrar a cidade, é um momento de discutir o futuro do Município. “Vamos levar uma campanha limpa e propositiva”, promete o peemedebista.
Caio frisa que o segundo turno, com apenas duas candidaturas no páreo, se caracterizará por comparação. “É comparar quem possui mais experiência, mais apoio político, mais competência profissional e quem está mais preparado para ocupar o cargo de prefeito e de vice”, explica o tucano.
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Partido Verde
Em um aspecto, Rodrigo Agostinho e Caio Coube concordaram, ontem. As propostas do Partido Verde (PV) serão assimiladas a seus planos de governo, que serão detalhados na campanha de rádio e TV e debates no segundo turno. Porém, a posição de neutralidade apresentada, anteontem, pela Comissão Provisória do partido em Bauru foi recebida de maneiras diferentes. Caio disse que é preciso respeitá-la, porém queria os Verdes a seu lado. “É óbvio que nós gostaríamos que eles tivessem aceito nosso convite de fazer parte da coligação União por Bauru, ampliando e reforçando nossa coligação. Temos muito claro que eles têm boas propostas”, avalia Caio.
Rodrigo disse que, agora, no segundo turno, muitas das propostas serão aproveitadas. “No primeiro turno não ficava bem a gente se apropriar de idéias de outro candidato. Temos que respeitar a posição do partido, porque a gente acha que para eles é uma situação muito difícil. No Estado de São Paulo, eles estão junto com o governo do Estado (o PSDB do governador José Serra). No plano nacional, estão juntos com o governo federal (Lula)”, contextualiza.
Fonte: jcnet.com.br
Caio e Rodrigo sobem tom das críticas
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