Antes de terminar a apuração, o candidato a prefeito Caio Coube (PSDB) já admitia a possibilidade de nova derrota eleitoral. Ele votou às 10h38, na escola estadual Christino Cabral, acompanhado de assessores, do seu vice, José Clemente Rezende (DEM), e do vereador Marcelo Borges (PSDB). Após apertar as teclas da urna eletrônica, fez o sinal com os dedos do número 45.
Na terceira eleição de que participa, Caio admitia que seu concorrente tinha mais chances de vitória, ao responder sobre o resultado das últimas pesquisas eleitorais que apontavam na frente Rodrigo Agostinho (PMDB). “As pesquisas são dados científicos, é claro que isso precisa ser levado em conta. Agora vamos comparar o resultado das pesquisas com o resultado da eleição”, dizia de manhã.
Já à noite, após a divulgação do resultado da totalização dos votos, o candidato admitia que fez o possível na campanha eleitoral para se eleger. “Estamos satisfeitos. Não tem erro de estratégia, de tática e tivemos a melhor articulação política possível num grupo unido e coeso”, respondeu quando perguntado sobre o fato de no segundo turno mudar o programa na TV e mostrar o tucano como pessoa mais popular, ligada ao povo.
Segundo ele, a propaganda no rádio e na TV foi competente e houve intensa campanha na rua. “A questão é econômica, social e cultural de Bauru: uma parcela que vota em mim decide o voto por critérios racionais e objetivos. A outra parte, que elege os opositores, toma decisão muito superficial e influenciada por fatores subjetivos, boatos e ouvi dizer”, disse o candidato tucano.
Ele cita os dois últimos resultados eleitorais muito parecidos, por isso entende que é a característica do eleitorado de Bauru porque enfrentou em dois pleitos o mesmo grupo político.
Em entrevista por telefone, o candidato disse que a prefeitura precisa de mudança de mentalidade. “Me apresentei como alternativa em 2004 e perdi por diferença pequena de votos para um político convencional e, agora, tivemos 46% dos votos e significa que represento os anseios de parcela expressiva da população”, disse.
Caio reconheceu que a greve dos policiais civis teve influência negativa na sua campanha porque já no primeiro turno houve um trabalho contra só pelo fato de ser ligado ao partido do governo estadual. “Ela (greve) fortaleceu o meu concorrente”, afirmou.
O protesto de sexta-feira, que interrompeu uma visita do governador José Serra (PSDB), foi visto por Caio como “desrespeito” a uma autoridade que estava em campanha no município, embora não considere decisivo para atrapalhar eleitoralmente seu desempenho nas urnas.
Sobre seu futuro político, Caio disse que pretende “descansar”. “Eleição a prefeito exige muito do candidato, é estafante. No momento, represento politicamente uma parcela da população”, declarou, não descartando que continua atuando na política.
Caio questionou ainda o sistema de dois turnos só para municípios com mais de 200 mil eleitores. Na opinião dele, a regra deveria ser única: ou estender o sistema para todos os municípios ou manter o turno único.
Fonte>: jcnet.com.br
Caio lamenta análises superficiais
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