Novo levantamento da ONG Transparência Brasil, desta vez sobre o perfil dos candidatos que disputam o segundo turno no Estado de São Paulo, mostra que a evolução patrimonial dos postulantes ao cargo de prefeito e vice-prefeito chama a atenção. Nas seis cidades pesquisadas - Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá, São José do Rio Preto e Bauru -, os candidatos tiveram uma variação de bens expressiva. O próximo levantamento da ONG deve trazer dados sobre os candidatos que disputam a prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT).
Nas seis cidades pesquisadas, o candidato com a maior variação nos últimos dois anos foi Chiquinho Zaíra (PSB) candidato à Prefeitura de Mauá. De um patrimônio declarado em 2006 de R$ 101.115,10, Chiquinho apresentou este ano ao TRE um patrimônio avaliado em R$ 412.813,00, uma evolução de 308,3%. De acordo com a equipe de Chiquinho, a variação se deve a imóveis de família que foram passados para o nome do candidato. O vice de Chiquinho aparece no levantamento com um patrimônio de R$ 3,3 milhões. “Tem candidatos milionários, tem um número de candidatos muito ricos também, mas tem gente declarando que não tem bem nenhum. É difícil chegar a essa idade sem bem nenhum”, destaca Fabiano Angélico, coordenador de projetos da ONG.
Já o adversário de Chiquinho, Oswaldo Dias (PT), teve um crescimento patrimonial de 8,9%. Dias é o campeão de contestações na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado (TCE), com 28 questionamentos sobre irregularidades administrativas, entre contratações e prestações de contas. A assessoria do candidato ressalta que Dias nunca foi condenado, teve pareceres suspensos e considera “natural” que ele enfrente contestações, uma vez que já foi prefeito da cidade. O vice de Dias, Paulo Eugênio (PT), teve um salto patrimonial de 54,8% em dois anos (de R$ 153.534,60 para R$ 237.652,90). Segundo a assessoria, o crescimento patrimonial de Eugênio se deve ao investimento em dois carros e à sua rescisão salarial recente, o que não representaria “enriquecimento”.
Opostos — O candidato mais rico entre os postulantes é o tucano Caio Coube, candidato em Bauru e dono de um patrimônio de R$ 12.220.743,43. Caio é empresário (ex-dono da fábrica de cadernos Tilibra), já foi candidato a deputado estadual em 2002 e, sempre que pleiteou cargo público (desde 2002 lança candidatura a algum posto) foi o maior financiador de sua campanha. “Qual é o interesse dele?”, questiona Angélico. A assessoria do candidato afirma que Caio se candidata porque “ele tem um ideal, que é trabalhar pela cidade”. Em Bauru também encontra-se a candidata mais pobre, Estela Almagro (PT), que declarou possuir R$ 500 em 2006 e agora afirmou não ter patrimônio.
Fonte: bemparana.com.br
Candidatos enriquecem até 308%
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