Conselho de Segurança repudia declaração de deputado em Bauru

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul de Bauru manifestou repúdio à declaração do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), na tarde desta segunda-feira. O parlamentar disse neste domingo, 26, que atualmente tem “mais medo da Polícia Civil que do PCC”, se referindo à sigla criminosa Primeiro Comando da Capital.
O presidente do Conseg Centro-Sul, Olavo Pelegrina Júnior, procurou o BOM DIA para expressar sua contrariedade.

Leia abaixo a manifestação na íntegra:

“O Conseg Centro-Sul nutre bastante admiração pelo deputado Pedro Tobias, pela expressiva votação que ele teve, mas não podemos concordar de maneira alguma com a declaração que compara a Polícia Civil a uma facção criminosa. Na verdade, a população teme sim a facção criminosa, principalmente na nossa região centro-sul, que experimenta cada vez mais a atuação do crime organizado. O Conseg admira o trabalho da Polícia Civil, combativa e atuante na repressão ao crime organizado na nossa cidade. É inadmissível dizer ou sequer fazer qualquer ilação comparativa entre a Polícia Civil e uma facção criminosa. Talvez alguns segmentos da sociedade temam a Polícia Civil, mas a população teme sim a facção criminosa e admira a Polícia Civil. Estendemos esta admiração à Polícia Militar, também combativa e lutadora contra a atuação do crime organizado na nossa cidade. Um dos grandes motivos que pode ter aumentado a criminalidade em Bauru é a atuação do crime organizado. Apoiamos a Polícia Civil, entendemos seu trabalho sério e necessário e repudiamos uma crítica deste calibre feita a uma instituição séria.”

Como começou

Tobias fez o comentário logo após votar, na escola estadual Ernesto Monte. A situação já crítica entre governo estadual e policiais, que estão em greve, piorou na sexta, quando o governador José Serra (PSDB) pedia votos ao candidato derrotado à prefeitura Caio Coube (PSDB).

Um grupo de policiais aproveitou a presença de Serra e protestou no calçadão. Houve tumulto, gritaria e até lançamento de gás pimenta – os civis negam esta responsabilidade. O governador teve de deixar a cidade.

“Homem armado mostrava arma para nós. Isso não existe em país democrático, esses policiais deveriam ser presos. É pior que regime militar. Vou apresentar um projeto na quarta proibindo uso de material do Estado em greve”, completou o deputado.

O Conseg é a segunda instituição a repudiar a fala do parlamentar. No domingo, o Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo (Sindpesp) disse que “comparar a Polícia Civil de São Paulo à organização criminosa (...) é fugir à própria responsabilidade, como tem sido a tônica da atuação do deputado”.

Fonte: redebomdia.com.br

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