Crise financeira altera rotina de compras e muda a previsão dos comerciantes para as vendas de Natal

Apesar da insistência do governo federal de que a crise financeira mundial será pouco sentida no Brasil, o comércio já apresenta as primeiras reações do cenário.
Segundo avaliação feita pelo IBGE, agentes econômicos com medo de um agravamento da situação passaram a ser mais rigorosos na concessão de crédito e elevaram as taxas de juros.

Apenas os setores de super e hipermercados e de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação tiveram aceleração nas venda em agosto. No caso de hipermercados, setor que responde por cerca de 45% do índice, a pesquisa do IBGE mostrou que houve recuperação das vendas por influência da queda da inflação.

Para o presidente da Associação Comercial de Bauru, Benedito Luiz da Silva, esse reflexo de retração acontece por enquanto apenas nas negociações de produtos de grande valor agregado.

O representante do comércio de Bauru lembra que ainda estamos longe do Natal. Caso ocorra uma solução rápida, a crise poderá se restringir aos setores ligados ao crédito --como automotivo e material de construção-- e à importação, atrelada ao dólar --como informática e eletroeletrônicos.

O IBGE mostra que nos setores de venda de valores mais altos, houve uma redução significativa. Material de construção, as vendas caíram 1,6 por cento, já o segmento de eletroeletrônicos desacelerou de 1,3% em julho para 1% em agosto.

Fonte: 96fmbauru.com.br

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