Documentos e equipamentos são apreendidos pela PF em Bauru

A operação de combate a fraudes nos Correios envolve Bauru. Ontem, a pedido da Polícia Federal (PF) de Sorocaba, policiais federais de Bauru cumpriram um mandado de busca e apreensão na cidade. Foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos em uma casa e que foram enviados para Sorocaba, onde está centralizada a investigação. A PF não informou o nome de quem é investigado em Bauru, qual seria sua participação na fraude e onde ela teria ocorrido, se em Bauru ou região.
O delegado Cláudio Pires Martins, chefe da Delegacia da Polícia Federal, disse que foi comprovado que houve fraude na aquisição de agências franqueadas dos Correios. Segundo ele, pessoas com informações privilegiadas obtidas nos Correios obrigaram o dono de uma agência franqueada em Votorantim a vendê-la, sob a ameaça de descredenciá-la dos Correios.

“Essas pessoas procuravam donos de agências que estavam enfrentando dificuldades administrativas e operacionais e faziam a ameaça: ou vendia por muito menos do que valia ou seria descredenciada”, explica.

Além da fraude, a PF também apurou um esquema de transferência ilegal de serviços de postagens de grandes clientes para uma franquia específica, favorecendo o grupo em vez das agências oficiais.

O prejuízo com o esquema foi estimado em R$ 30 milhões ao ano. “Havia um desvio dos clientes de grande potencial -como bancos e empresas, que deveriam ser atendidos pelas centrais -, com anuência dos diretores e gerentes que foram presos”, disse Martins.

A PF descobriu ainda irregularidades em processos licitatórios realizados nos Correios e no Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) para aquisição de equipamentos, com superfaturamento estimado em R$ 21 milhões. As apreensões e 15 prisões foram feitas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, incluindo diretores e gerentes dos Correios e um juiz. Quatro pessoas ainda estavam foragidas ontem. Foram apreendidos cinco veículos e R$ 500 mil em espécie.

Os presos podem ser indiciados por extorsão, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, descaminho, entre outros crimes. As penas variam de 2 a 12 anos de reclusão. A PF não revelou os nomes dos suspeitos, alegando segredo de Justiça.

Fonte: jcnet.com.br

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