"Não quero ser o vereador da Copa do Mundo. Nem mesmo sou o vereador de um clube só". Foram com essas palavras que o dirigente Marco Aurélio Cunha apareceu no CT do São Paulo nesta sexta-feira após ter sido eleito vereador pelo DEM, partido do atual prefeito Gilberto Kassab, na capital paulista. Apesar do discurso, o dirigente admitiu que, entre os projetos de seu mandato, está agilizar desapropriações para construção de um amplo estacionamento no estádio do Morumbi e levar a Linha Amarela do Metrô até a porta do estádio tricolor.
Para o novo vereador, que assumirá uma cadeira na Câmara em 2009, os projetos são de interesse público. Ambos têm, entretanto, objetivo claro de fazer com que o Morumbi esteja apto a receber o evento de abertura da Copa do Mundo de 2014 e também partidas do torneio.
"As obras beneficiam o São Paulo, mas beneficiam também todos os moradores da região. São obras de interesse público também. Então, até onde eu puder agir em favor dessas benfeitorias, vou fazer. Mas quero deixar claro que não estou na Câmara para ajudar o São Paulo. Estou lá para trabalhar em prol da classe média, que hoje é a mais desamparada", afirmou Marco Aurélio Cunha em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Mas se o dirigente considera que as obras atendem o interesse público, o mesmo não pensa a Associação de Moradores do Morumbi, entidade que representa os moradores da região. Carlos Magno Gil, presidente da entidade, afirma que ambos os projetos não interessam aos residentes locais.
"Como podemos pensar em um estacionamento amplo e, ao mesmo tempo, discutirmos sustentabilidade. Isso é algo que não entra na nossa cabeça. Além disso, não vejo como os moradores daqui vão ganhar com isso. O Metrô no Morumbi é outro problema. A estação não precisa ser aqui, dentro do bairro, com uma saída na boca do estádio. O correto, na nossa visão, é que os torcedores desçam próximo à Av. Francisco Morato e caminhem até o estádio", afirmou Gil.
O presidente da entidade também se queixou da falta de contato com os representantes tricolores. "Nunca conversaram conosco sobre qualquer obra aqui. Existem outras entidades que representam moradores de outras áreas do bairro do Morumbi e eles também têm a mesma queixa. Com o Marco Aurélio Cunha, por exemplo, nós nunca conversamos", completou.
Marco Aurélio Cunha foi eleito vereador com 38.421 votos. O montante fez o dirigente são-paulino o 19º candidato mais votado na capital paulista. Segundo ele, sua candidatura foi um pedido do atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab. "Ele veio assistir ao jogo entre São Paulo e Boca Juniors, pela Sul-Americana, e me propôs a filiação aos Democratas. Eu aceitei e, algum tempo depois, ele me chamou para um almoço e me propôs a candidatura. Mostrou a importância da vida pública e aceitei", disse.
Após o convite, o dirigente diz apenas ter comunicado o presidente Juvenal Juvêncio de sua decisão. Segundo ele, em nenhum momento o mandatário tricolor fez qualquer pedido ao novo vereador. No entanto, sabe que poderá contar com o amigo para eventuais projetos que interessem ao clube. "Ele não precisa me pedir nada. Nos entendemos pelo olhar. Ele é um homem que enxerga lá na frente, sabe como o clube pode se beneficiar com a minha candidatura", afirmou Marco Aurélio Cunha, que funcionaria como interlocutor entre o time do Morumbi e os poderes executivos municipal e também estadual.
O são-paulino já vive o clima da vereança. Marco Aurélio Cunha fez visitas à Câmara e está se aprofundando no estatuto da Casa antes de decidir como montará seu gabinete - entenda-se por contratar funcionários. O dirigente, que quer ser um representante da classe média, também tem projetos fora do futebol.
"Quero trabalhar na área da educação, dar padrão físico às escolas municipais e aplicar o esporte nas atividades educacionais como um meio de socialização dos jovens. Quero trabalhar para a classe média também. É a parte da sociedade que mais paga impostos e que menos usufrui dos benefícios", finalizou.
Para o novo vereador, que assumirá uma cadeira na Câmara em 2009, os projetos são de interesse público. Ambos têm, entretanto, objetivo claro de fazer com que o Morumbi esteja apto a receber o evento de abertura da Copa do Mundo de 2014 e também partidas do torneio.
"As obras beneficiam o São Paulo, mas beneficiam também todos os moradores da região. São obras de interesse público também. Então, até onde eu puder agir em favor dessas benfeitorias, vou fazer. Mas quero deixar claro que não estou na Câmara para ajudar o São Paulo. Estou lá para trabalhar em prol da classe média, que hoje é a mais desamparada", afirmou Marco Aurélio Cunha em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Mas se o dirigente considera que as obras atendem o interesse público, o mesmo não pensa a Associação de Moradores do Morumbi, entidade que representa os moradores da região. Carlos Magno Gil, presidente da entidade, afirma que ambos os projetos não interessam aos residentes locais.
"Como podemos pensar em um estacionamento amplo e, ao mesmo tempo, discutirmos sustentabilidade. Isso é algo que não entra na nossa cabeça. Além disso, não vejo como os moradores daqui vão ganhar com isso. O Metrô no Morumbi é outro problema. A estação não precisa ser aqui, dentro do bairro, com uma saída na boca do estádio. O correto, na nossa visão, é que os torcedores desçam próximo à Av. Francisco Morato e caminhem até o estádio", afirmou Gil.
O presidente da entidade também se queixou da falta de contato com os representantes tricolores. "Nunca conversaram conosco sobre qualquer obra aqui. Existem outras entidades que representam moradores de outras áreas do bairro do Morumbi e eles também têm a mesma queixa. Com o Marco Aurélio Cunha, por exemplo, nós nunca conversamos", completou.
Marco Aurélio Cunha foi eleito vereador com 38.421 votos. O montante fez o dirigente são-paulino o 19º candidato mais votado na capital paulista. Segundo ele, sua candidatura foi um pedido do atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab. "Ele veio assistir ao jogo entre São Paulo e Boca Juniors, pela Sul-Americana, e me propôs a filiação aos Democratas. Eu aceitei e, algum tempo depois, ele me chamou para um almoço e me propôs a candidatura. Mostrou a importância da vida pública e aceitei", disse.
Após o convite, o dirigente diz apenas ter comunicado o presidente Juvenal Juvêncio de sua decisão. Segundo ele, em nenhum momento o mandatário tricolor fez qualquer pedido ao novo vereador. No entanto, sabe que poderá contar com o amigo para eventuais projetos que interessem ao clube. "Ele não precisa me pedir nada. Nos entendemos pelo olhar. Ele é um homem que enxerga lá na frente, sabe como o clube pode se beneficiar com a minha candidatura", afirmou Marco Aurélio Cunha, que funcionaria como interlocutor entre o time do Morumbi e os poderes executivos municipal e também estadual.
O são-paulino já vive o clima da vereança. Marco Aurélio Cunha fez visitas à Câmara e está se aprofundando no estatuto da Casa antes de decidir como montará seu gabinete - entenda-se por contratar funcionários. O dirigente, que quer ser um representante da classe média, também tem projetos fora do futebol.
"Quero trabalhar na área da educação, dar padrão físico às escolas municipais e aplicar o esporte nas atividades educacionais como um meio de socialização dos jovens. Quero trabalhar para a classe média também. É a parte da sociedade que mais paga impostos e que menos usufrui dos benefícios", finalizou.
Fonte: esporte.uol.com.br
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