A Polícia Civil está preparando a troca do comando da Delegacia Seccional, que tem sede em Bauru e cobre 19 municípios da região. O atual delegado, Doniseti José Pinezi, já foi avisado que deixará o cargo. Ele deve continuar atuando em Bauru.
O novo nome ainda não está confirmado de forma oficial. Deve assumir o delegado José Henrique Gomes dos Santos, atualmente na Corregedoria da Polícia Civil.
Em Bauru, ele já foi titular da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e do 2° Distrito Policial, entre outros cargos. Também já foi delegado seccional de Marília.
Pinezi explica que é necessário esperar a publicação no Diário Oficial do Estado para comentar detalhes da mudança. Procurado ontem, foi de poucas palavras. “Confirmo que haverá substituição do delegado seccional.”
Ele assumiu em janeiro de 2006 e enfrentou duas grandes turbulências: os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) e a recente greve dos policiais civis.
Para diretor, mudança ‘é normal’
Apesar do momento conturbado por causa da greve a saída de Pinezi parece ocorrer de forma pacífica. A mudança é uma medida administrativa, afirmam a SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública) e o Deinter-4 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).
Informações indicam que a saúde de Pinezi pesou na decisão para a troca. Ele sofreu de pressão alta duas vezes recentemente, em meio à situação de conflito entre grevistas e governo estadual. Mas o delegado mantinha ontem aspecto saudável.
O diretor do Deinter-4, Renato Cruz Swensson, comanda as delegacias seccionais, inclusive a de Pinezi. Ele compara a mudança a uma corrida de revezamento.
“O cara cumpriu aquele trecho, passa o bastão para outro, que vai cumprir a missão e logo passa para outro. A pessoa que entra vem cheia de planos, de vontade”, diz ele, que classifica a troca como “periódica do cargo”. “Essas mudanças são normais.”
Swensson evita polemizar sobre greve
O diretor do Deinter-4, Renato Cruz Swensson, falou ontem pela primeira vez sobre a greve da Polícia Civil, iniciada em 16 de setembro.
Questionado sobre esta situação, ele afirma com serenidade que não chegou a vivenciar um período tranqüilo no comando do Deinter. É que assumiu a unidade em abril e a greve estourou pela primeira vez em agosto.
“Até brinco que desde que assumi não pude nem desfrutar, porque já estou administrando essa greve [risos].”
Swensson evita polemizar com os grevistas. “O pessoal tem se portado de um modo muito decente, organizado. A gente torce para que chegue num bom resultado, de acordo com os anseios dos policiais, e que a administração cumpra seu papel, que faça todo o possível para atender às reivindicações. Acho que [a greve] está num fim próximo”, completa.
Mais protestos
Os policiais têm novas manifestações agendadas para esta quinta no Estado, inclusive em frente à Assembléia Legislativa, na Capital.
Para o dia 29 está marcada o Dia de Mobilização Nacional, com apoio de representantes de outros Estados, na Praça da Sé.
Fonte: redebomdia.com.br
Em meio à greve, Polícia Civil prepara troca do comando
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