Escolas são alvo de vândalos

Muda a escola, mas a pichação e a depredação parecem ser iguais. É esta a sensação que a reportagem do JC teve ontem ao percorrer cinco escolas estaduais de Bauru, de regiões diferentes, para verificar as condições que se encontram. Na edição de ontem, o JC mostrou que até a escola estadual mais tradicional da cidade, a Ernesto Monte, localizada ao lado do Palácio das Cerejeiras, está tomada por rabiscos feitos por vândalos.

A reportagem não teve autorização para entrar em nenhuma das cinco escolas, mas mesmo do lado de fora pôde observar e fotografar paredes pichadas, telhados deteriorados. E até flagrou pessoas pulando o muro de uma escola.

Conversando com estudantes, nas imediações, obteve a informação de que o estado de conservação das instalações internas das unidades de ensino é precário. Confira a constatação da reportagem.

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Ayrton Busch

Paredes pichadas, tanto as internas quanto as externas, é uma cena que faz parte do cotidiano dos alunos da escola estadual Ayrton Busch, localizada no Parque Jaraguá. Mas este não é o único problema no local: faltam telhas na cobertura – tiradas por um grupo de vândalos que, de cima do muro, arranca telhas e as atira para o pátio da escola. Uma aluna e uma funcionária da escola já ficaram feridas ao serem atingidas por pedaços de telha.

Também não há cadeiras e carteiras suficientes para os estudantes. Três alunos da 4ªe 6ª séries contaram que muitas vezes precisam dividir o mobiliário com um colega. “Quando falta carteira ou cadeira, a gente tem que ir pegar em outra sala. Quando não acha, temos que dividir com outra pessoa. Isso é ruim, mas não tem outro jeito”, afirma um estudante de 10 anos.

Eles relatam que parte das pichações é feita pelos próprios estudantes. “Quando saio (da sala de aula) para ir ao banheiro ou para tomar água, encontro algumas pessoas pichando as paredes. Aí aviso o inspetor, mas ele sempre acha que não é verdade e me chama de mentiroso”, afirma um aluno da 4ª série.


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João Maringoni

As grades que cercam a escola estadual João Maringoni, localizada no Núcleo-Beija Flor, não impedem o acesso de vândalos. Os muros, paredes e janelas da escola estão pichados. Nem mesmo a quadra de esportes escapou do vandalismo.

A reportagem flagrou quatro jovens pulando o portão dos fundos da instituição para entrar de forma irregular na escola. Recentemente, como o JC já divulgou, cortinas, uma cadeira e uma carteira de uma sala de aula da escola foram queimadas por vândalos que, para entrar no cômodo, quebraram vidros da janela.

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Ada Cariana Avalone

Por fora, os muros exibem grafites, mas por dentro as pichações estão nas paredes, nas janelas, inclusive na fachada da escola estadual Profª Ada Cariane Avalone, que fica no Núcleo Habitacional Mary Dota. O acesso à parte interna da escola é difícil: além das grades, um porteiro controla a entrada e saída de pessoas. Mas a fiscalização não evitou a pichação.

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Luiz Castanho de Almeida

Localizada numa rua de grande movimento, a Campos Sales, e ao lado de uma faculdade, a escola estadual Luiz Castanho de Almeida, na Vila Falcão, também está pichada. Há rabiscos feitos por vândalos tanto na parte interna quanto na parte externa da instituição.

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Luiz Zuiani

Nem mesmo os grafites foram respeitados na escola estadual Luiz Zuiani, localizada no Parque São Jorge. Os muros, recém-pintados de branco, estão pichados outra vez. “A ação dos pichadores é constante na região. Escolas, casas e estabelecimentos comerciais são alvo de pichadores”, afirma Josiane Tioci, moradora do bairro.

Fonte: jcnet.com.br

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