Governo realiza leilão da Rondon hoje

Três dias depois do término do segundo turno das eleições municipais, cinco trechos de rodovias paulistas vão a leilão hoje na capital, a partir das 8h30, no Instituto de Engenharia na avenida Doutor Dante Pazzanese, 120, na Vila Mariana, em São Paulo. No pacote estão os dois trechos da rodovia Marechal Rondon (Leste e Oeste) que passam por Bauru, mas há previsão de melhorias na SP-225 (Bauru-Ipaussu), que faz a interligação com o Corredor Raposo Tavares e SP-327 na região de Ourinhos.

Ganha quem apresentar a menor tarifa por quilômetro de pedágio. A expectativa no governo do Estado é fechar um bom negócio, apesar do período delicado da economia por conta da crise financeira internacional. Até o final da tarde de ontem a concorrência estava confirmada.

Na última vez que esteve em Bauru, o secretário de Transportes, Mauro Arce, garantiu que o leilão será mantido, porque a concessão de rodovia ainda é um bom negócio aos investidores.

Ele disse na sede da prefeitura, quando veio anunciar a construção da avenida Nações Unidas Norte, que a concessão dos trechos é por 30 anos. “É melhor do que especular na Bolsa de Valores”, disse o secretário na ocasião.

No trecho da Grande São Paulo, na segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado, estão a concessão das rodovias Carvalho Pinto/ Ayrton Senna e D. Pedro I.

O governador José Serra (PSDB) exigiu também que fossem incluídos em cada lote vicinais que fazem a interligação aos corredores de tráfego. Segundo o site da Agência Reguladora de Transporte Terrestre (Artesp), ao todo são 1.763 quilômetros de estradas.

O vencedor tem direito de explorar as praças de pedágios pelo prazo de 30 anos, mas têm de investir R$ 7,9 bilhões.

Trecho precário

A SP-225 (Bauru-Ipaussu) é a rodovia mais precária no momento em dois trechos em comparação à Rondon. Na rodovia João Baptista Cabral Rennó, como é mais conhecida, de Piratininga até Espírito Santo do Turvo o asfalto está corrugado, falta acostamento e terceira pista.

Prevista para ser duplicada, Arce disse em Bauru que o volume de tráfego ainda é baixo para a duplicação, conforme o levantamento diário de número de veículos que passam pela via, mas ela recebe tráfego de caminhões pesados no período de safra da cana e de quem vêm do Paraná e da Castello Branco.

Após a leilão, a rodovia receberá toda a atenção, mas a duplicação vai ficar para última etapa. A SP-225 tem pista simples no trecho de Bauru a Espírito Santo, depois passa a quatro pistas em melhores condições até Santa Cruz e volta a piorar em pista simples de Santa Cruz até Ipaussu, onde termina na Raposo Tavares (SP-270). Ali interliga à divisa do Paraná e, em outra parte, vai até o Mato Grosso do Sul.

Segundo a Artesp, são 444 quilômetros, em 19 acessos e 40 vicinais que vão ter a manutenção pelo concessionário privado, numa extensão de 389,8 km.

A estimativa divulgada há poucos dias é que o Serra deve conseguir uma receita de R$ 3,471 bilhões com a outorga das rodovias no prazo de 1 ano e meio, mas tudo vai depender do sucesso do leilão. A reportagem do JC tentou ontem saber o número de concorrentes, mas a assessoria de imprensa do Departamento de Estrada de Rodagens (DER) informou que os dados estavam no site da Artesp.

Lotes “fatiados”

A Marechal Rondon já tem trechos duplicados, mas vai ser melhorada nas interligações até a Castello Branco e até Araçatuba.

Esse lote foi dividido em dois (leste e oeste). A oeste sai de Bauru e vai até a divisa com Mato Grosso do Sul numa extensão de 417 km, 22 acessos, 243,8 km de 33 vicinais que deixam de ser responsabilidade dos municípios e do DER.

O braço leste da Rondon é de 415 km, 18 acessos e 39 vicinais a serem contempladas (um total de 201,8 km de extensão). A tarifa mínima está fixada em R$ 0,107910 por quilômetro em pista dupla e R$ 0,077078 em pista simples.

De acordo com a Artesp, além dos investimentos nas rodovias, parte dos pedágios é destinada, com o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), aos 168 municípios cortados pelas rodovias concedidas. A prefeitura ganha receita adicional, porque dos cinco lotes três passam pela cidade.

Fonte: jcnet.com.br

seja o primeiro a comentar!