Jaú | Franceschi fala em eliminar secretarias

O médico Osvaldo Franceschi Júnior, 47 anos, eleito prefeito de Jaú (47 quilômetros de Bauru) disse que tem pressa para impor seu estilo administrativo com base em um plano de governo que prioriza infra-estrutura, saúde, habitação e desenvolvimento econômico.

Para isso, o prefeito eleito pelo PV planejou um plano de ações para os primeiros 90 dias. Hoje, ele pretende ter a primeira conversa com a equipe de transição do atual governo.

Franceschi herdará uma dívida ativa de quase R$ 40 milhões, com R$ 10 milhões de precatórios e um orçamento para 2009 de R$ 168 milhões. O prefeito eleito pretende enxugar a administração reduzindo de 21 secretarias para no máximo 15. “Vamos extinguir muitos cargos de confiança. Temos dois partidos pequenos e vamos trabalhar com eles”, afirma Franceschi. A proposta prevê mudar o paço municipal. “Vamos estudar a nossa prefeitura em outro lugar. É tirar do Centro, porque temos muitos imóveis alugados a preços caríssimos. Faríamos o prédio em um lugar centralizado para não dispor de recursos”, projeta.

O médico Franceschi diz que o segmento da saúde é o que tem pior avaliação da população jauense. O prefeito eleito entende que ações como melhoria no tratamento de pacientes e acompanhantes é uma passo importante. Em quatro anos, pretende expandir para 35 as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), ao invés das atuais 13, que segundo ele, não cobrem 40% dos 133.469 habitantes de Jaú.

Para dinamizar a economia, Franceschi cita que já negocia com as empresas Intercon (materiais médicos) e Dandara (fábrica de calçados) instação de unidades no distrito de Potunduva. Ele explica que moradores do distrito já trabalham na unidade da Dandara e não teriam mais que se deslocar com a abertura da filial em Potunduva. Ele cita como prioridade a pavimentação das ruas do Núcleo Habitacional Jardim Cila de Lúcio Bauab. Os bairros de Santo Antonio e o Maria Luiza IV serão interligados por uma passarela e rotatória que, conforme projeta o prefeito eleito, serão obras realizadas pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), com a articulação feita pelo deputado federal José Paulo Tóffano (PV).

Na educação, Franceschi já pretende ampliar o atendimento nas creches para até 18h, estendendo o atendimento em uma hora.

Ao ser questionado sobre a necessidade de fazer a licitação do transporte, como recomenda o Ministério Público do Estado de São Paulo, Franceschi opta por evitar polêmicas em campo minado. “Vamos conversar com as duas emrpresas. Eles têm um desempenho bom na cidade”, explica. Ele acrescenta que é necessário implantar a integração do passe do Centro com os bairros Vila Ribeiro, Pouso Alegre e distrito de Potunduva. “Por enquanto o integração seria com esses bairros. São eles os parceiros da prefeitura e, se precisar a abertura (licitação). Só que vamos conversar primeiro”, frisa.

Meio ambiente

O prefeito eleito diz que irá fazer uma auditoria no Serviço de Água e Esgoto do Município (Saemja) para entender porque a autarquia está deficitária. Franceschi diz que irá revitalizar os córregos do Figueira, com esgoto a céu aberto, e córregos dos Pires, com a mata ciliar prejudicada. Ele emenda a questão ambiental nos fundos de vales com o projeto de parque lineares, para integrar a cidade, plantar árvores e implanta praças em condições da população usufruir. Outra meta é tratar 100% o esgoto do município, que já atinge cerca de 80%, porém falta tratar três bairros. Para isso, o prefeito eleito diz que pretende investir, por exemplo, no distrito de Potunduva, localidade populosa e que joga seus efluentes direto no rio Tietê.

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) reprova o lixão de Jaú. Franceschi diz que a solução é construir um aterro sanitário. “Já estamos em negociação com algumas empresas, porque tem que fazer. Não é difícil”, salienta. Outro aspecto de infra-estrutura que está comtemplado no plano de governo é equacionar o problema do único cemitério da cidade, que está sendo destruído, conforme Franceschi.

A proposta do prefeito eleito é levar um projeto para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) voltada para pessoas com renda mensal de 1 a 3 salários mínimos, pagando parcelas em torno de R$ 60,00 a R$ 80,00, imóveis com dois a três dormitórios e equipada com aquecedor solar. Ele já vislumbra uma área para o projeto habitacional em dois alqueires

Encontro do PV

No dia 22 de novembro, Jaú será a sede regional do Partido Verde. De acordo com Franceschi, a cidade receberá o 1º Econtro Estadual com a vinda de 23 prefeitos do PV e mais 56 vices do partido

Fonte: jcnet.com.br

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