Ao menos cinco escolas estaduais de Bauru sofreram depredações ou furtos nos últimos dez dias, considerando-se apenas as ocorrências registradas pela Polícia Militar – média de uma ocorrência a cada 48 horas. Em alguns casos, os agressores são os próprios estudantes, que agem dentro ou fora do horário de aula.
Na escola João Maringoni, no Núcleo Beija-Flor, a diretora se deparou na manhã de ontem com a cortina de uma das salas de aula queimada.
Ladrões entraram no prédio de madrugada e levaram pincéis e um hidrômetro, fugindo depois sem deixar pistas.
Na segunda-feira, 20, a mesma escola já havia sofrido um incêndio em uma de suas salas, que resultou em forro do teto parcialmente destruído, paredes queimadas e mobiliário avariado.
No domingo foi a vez da escola Professora Marta Aparecida Barbosa, na Vila Nova Esperança, ter as portas de seu refeitório arrombadas. Os ladrões levaram parte da fiação, lâmpadas e reatores.
Há uma semana, um grupo não identificado destruiu o muro dos fundos da escola Professor Antonio Guedes de Azevedo, no Jardim Pagani.
Dois desconhecidos teriam quebrado parte da construção. Depois, eles teriam voltado para terminar a depredação.
Não há, segundo a Secretaria Estadual de Educação, como calcular gastos com reposições de objetos furtados ou reparos. “As escolas recebem repasses para todo tipo de trabalho. Não há como separar”, diz a assessoria, que também não tem estatísticas sobre esse tipo de crime.
Segundo a secretaria, para os casos em que se constata responsabilidade de alunos, recorre-se ao Conselho de Escola – formado também por pais e professores. O conselho é incumbido de definir as punições: advertência, suspensão ou expulsão.
No Parque Jaraguá, na escola Ayrton Busch, dia 23, um grupo foi flagrado apedrejando o telhado, que ficou danificado. Segundo a secretaria, a Ayrton Busch passará “reforma ampla”, que incluirá a elevação dos muros.
Segundo a PM, o programa Ronda Escolar garante patrulhamento adicional na porta das escolas durante o horário de aula (até 23h). Depois disso, quando a maior parte dos crimes acontece, há apenas policiamento normal.
Fonte: redebomdia.com.br
Ladrões e vândalos atacam uma escola a cada dois dias
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