Marcelo defende o fim da TV Câmara por ineficácia

Ao criticar a tentativa de seus colegas de plenário de jogar nas costas dos vereadores eleitos a responsabilidade de reduzir o valor dos salários dos parlamentares, reajustado pela atual legislatura em 54% no ano passado, o líder da oposição na Câmara, Marcelo Borges (PSDB), disse que se for para fazer economia, a primeira atitude seria fechar a TV Câmara.

Irritado com a discussão, Marcelo questionou a função da emissora do Legislativo. “Por que que não deixa uma equipe terceirizada fazer as imagens? Eu voto sim à extinção da TV Câmara. O canal é horrível, sai do ar. Semana passada eu estava falando e cortaram a minha fala”, criticou.

O presidente do Legislativo, Paulo Madureira (PP) também disse ser favorável à discussão para encerrar as transmissões da TV Câmara, que esse ano completou dez anos. “Passa na cabeça dos 15 vereadores essa discussão [extinção da emissora]. Quando ela foi criada era uma boa opção. Hoje temos que rever isso”, opina.

Custo
Ninguém sabe quanto custa efetivamente aos cofres municipais manter a TV Câmara no ar. Ontem, Paulo Madureira (PP) disse que não tinha esses números atualizados. Ele prometeu passar a informação hoje.

Em 2006 o BOM DIA fez levantamento com dados extra-oficiais e o valor ultrapassava R$ 200 mil anuais.

A emissora tem hoje seis funcionários, entre jornalista, editores, cinegrafistas e técnicos. A maior conta é com salários (cerca de R$ 17 mil por mês). A manutenção de equipamentos – a maioria deles sucateada –, combustível, fitas e outras despesas consomem outros R$ 2 mil, ainda segundo informações não confirmadas pela presidência do Legislativo.

A conta é imprecisa porque muitas despesas (água, luz, telefone) entram no valor geral gasto pelo Legislativo.

Para o vereador Primo Mangialardo (PV), a emissora é “mal utilizada”. “Temos que estudar isso [o fechamento].”

Fonte: redebomdia.com.br

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