Muita gente não sabe, mas uma pilha sem carga ou uma bateria arriada são fontes de contaminação em potencial e devem ser descartadas de forma adequada. Para combater a prática de jogar pilhas e bateiras no saco de lixo e evitar que esses produtos se acumulem no aterro sanitário, a Secretaria do Estado do Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), promove o “Mutirão do lixo eletrônico. Recicle. Não descarte esta idéia”. O evento em Bauru será entre os dias 27 e 30.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Varcilei Gonçalves da Silva, explica que o objetivo do mutirão é conscientizar a população sobre o problema de manter pilhas e baterias em casa. De acordo com a secretaria estadual, por não saber como depositar corretamente esses materiais, a população acaba colocando-os em lixeiras comuns ou caçambas nas ruas. E, no final, serão encaminhados para aterros de resíduos domiciliares ou para descarte inadequado.
E é aí que mora o problema. Esses produtos são fabricados com elementos químicos que podem provocar contaminação de rios, de reservatórios, do solo, além de originar danos à saúde. Em Bauru, não existe estimativa de quantas pilhas ou baterias são jogadas diretamente no aterro.
Hoje, a Semma mantém dois postos de coleta desses materiais: um na sede da própria pasta, na avenida Nuno de Assis, e outro no Poupatempo. “A nossa proposta é aumentar o número de postos de arrecadação. Durante o mutirão, teremos mais alguns pontos e todo o produto recolhido será direcionado à Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental)”, diz.
Atualmente, as pilhas e baterias recolhidas nos postos da Semma são mandadas para a cooperativa dos coletores de recicláveis do Jardim Redentor, que negocia os produtos com empresas que promovem o descarte final desses objetos.
Silva avalia que, com o mutirão, poderá traçar um plano para otimizar a coleta de pilhas e baterias na cidade. “Faremos um trabalho inicial para, depois, analisarmos onde deveremos instalar outros postos”, afirma.
Muitas pilhas produzidas no Brasil já saem da fábrica seguindo níveis mínimos de metais estipulados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Porém, a recomendação do secretário é que todas as pilhas e baterias sejam descartadas nos postos de coleta. Como muitos outros produtos, elas também podem ser falsificadas ou contrabandeadas, fugindo das normas de segurança ambientais.
Eficiência
O biólogo Ivan Ferrazoli Marchi, do Instituto Ambiental Vidágua, avalia que a cidade não possui um sistema eficiente de descarte desses produtos. “Hoje em dia é o próprio cidadão quem tem que se disponibilizar e entregar esses produtos nos postos da prefeitura”, pondera. Para ele, seria mais cômodo para a população e mais rápido para a prefeitura se a população dispensasse esses materiais na coleta seletiva da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).
Ele também questiona o descarte final dessas pilhas e baterias. “Não adianta somente coletar e guardar. Além do risco ambiental, também existe o perigo de um incêndio, por exemplo”.
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Projeto
O Mutirão do Lixo Eletrônico será realizado no dia 30 de outubro, em todo o Estado, e tem como objetivo recolher pilhas, baterias e celulares usados, além de divulgar que a destinação errada do lixo eletrônico, ou “e-lixo”, pode causar a contaminação ambiental e também danos à saúde. De acordo com a Agência Nacional de Comunicação, atualmente existem mais de 140 milhões de celulares no Brasil - são 73,25 aparelhos para cada 100 habitantes. De acordo com a operadora Vivo, eles possuem uma vida útil de 18 meses em média.
Em Bauru, serão instaladas sete urnas de coleta para esses produtos, que permanecerão à disposição da população entre 27 e 30. O mutirão também vai abordar a reciclagem, já que muitas substâncias contidas em um equipamento eletrônico podem vir a ser reutilizadas, em vez de descartadas. De um quilo de celular, por exemplo, é possível reaproveitar de 100 a 150 mg de ouro, 400 a 600 mg de prata, 20 a 30 mg de paládio, 100 a 130 gramas de cobre e 200 gramas de plástico.
Fonte: jcnet.com.br
Mutirão recolherá lixo eletrônico
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