No rádio, Caio busca fato novo e parte para ataque

Quatorze pontos atrás de Rodrigo Agostinho (PMDB) na pesquisa Ipeso/BOM DIA, o candidato do PSDB à Prefeitura de Bauru, Caio Coube, decidiu ir para o tudo ou nada no último programa do horário eleitoral no rádio, ontem.

Com a obrigação de tirar votos de Rodrigo para mudar o resultado da eleição, Caio fez uma denúncia contra o adversário e sua vice, Estela Almagro.

Usando um locutor, o programa do tucano afirma que há um pedido de investigação contra Rodrigo por falsidade ideológica na Justiça Federal. Na verdade, a representação está na Polícia Federal.

A coordenação da campanha de Caio sabia da representação desde o primeiro turno, mas o assunto não tinha sido explorado na campanha.

A acusação partiu do empresário João Farid Maddi Júnior, com quem Rodrigo já teve problemas em 2005. Na época, ele processou o peemedebista por ter invadido área particular da sua família e retirado oito bromélias do local sem autorização.

Rodrigo alegou que a área estava sendo desmatada irregularmente. O processo acabou extinto e Madi pagou custas processuais. Agora, o empresário afirma que Rodrigo omitiu ser secretário de governo quando prestou exame da Ordem dos Advogados do Brasil, o que tornaria a inscrição como advogado ilegal. Por isso, o candidato teria praticado crime de falsidade ideológica. Na TV, contudo, o tom foi ameno no último programa da campanha tucana – leia mais ao lado.

‘Isso é ridículo’, afirma Rodrigo

Rodrigo Agostinho diz que vai processar criminalmente todos que participaram da acusação. O peemedebista afirma que ele mesmo avisou a OAB que faltava a informação sobre o cargo que ocupava.

“Além do mais, nunca advoguei. É só fazer uma pesquisa sobre isso”.

O candidato afirma estar tranquilo em relação ao caso, que ele chama de ridículo.

“Quem deve se preocupar é meu adversário, que será processado.” A Polícia Federal se negou a comentar o caso. O presidente da subseção da OAB-Bauru, Caio Augusto Silva dos Santos, afirmou desconhecer representação contra Rodrigo.

Caio Augusto explicou, ainda, que o candidato não exerce a profissão, apenas prestou o exame, o que é permitido por lei.

Fonte: redebomdia.com.br

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