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O confronto do segundo turno em Bauru no rádio e na televisão, além dos debates, será duro e com previsão de que cada candidato desenterre posturas, ações políticas e até da carreira profissional do adversário. Este é o cenário que se desenha a partir das armas e das pesquisas que as equipes de Caio Coube (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB) estão recebendo nos últimos dias. Ontem, Caio antecipou o cenário de críticas.
O último acordo de cavalheiro antes do início oficial da disputa foi feito ontem à tarde, quando Caio e Rodrigo aceitaram proposta da Justiça Eleitoral de que o horário de rádio e televisão tenha início na próxima segunda-feira, ao invés de amanhã, como seria permitido pela regra eleitoral. Conforme a lei, cada lado terá 10 minutos à tarde e 10 minutos à noite de programa, além de 15 minutos cada um ao longo do dia e da noite para a veiculação de inserções com mensagens no rádio e na televisão. Serão seis inserções de 30 segundos e uma de 15 segundos distribuídas por quatro períodos (manhã, tarde, noite e madrugada).
Como o horário eleitoral vai de segunda a segunda, sem interrupção no domingo, é na TV que o confronto será mais forte. Caio Coube, que no primeiro turno optou por contornar diplomaticamente as críticas políticas, a maioria vindas de Rodrigo Agostinho, agora já indica que não vai mais ficar na defesa.
Ao contrário, Caio vai partir para o confronto, mudando sua postura passiva da primeira etapa da eleição, quando liderou as pesquisas do começo ao fim. “É muito provável que estejam presentes nesta disputa do segundo turno a busca da comparação por perfis, posturas de cada um ao longo de suas carreiras. É normal que o segundo turno seja mais quente, pela própria característica, são apenas dois candidatos e há comparação”, observou Caio.
Em sua visão, o comparativo é natural. “Porque na realidade a população de Bauru vai decidir quem reúne as melhores condições para assumir a responsabilidade de governar a cidade. Melhores condições no sentido bem abrangentes, éticas, de competência profissional, de experiência de vida, de apoios políticos. Tudo isso tem de ser considerado e ponderado ao eleitor para que ele faça sua escolha”, acrescentou.
O tucano também vê como normal que o embate político se estabeleça no Poder Legislativo, onde as bancadas dos partidos que disputam o segundo turno estão presentes e, por coincidência do resultado das urnas no primeiro turno, o vice em sua chapa, Clemente Rezende (DEM) e seu adversário, Rodrigo no plenário. “Acho que isso também é inevitável. É um dado do momento político da cidade e a tribuna legislativa é normalmente uma trincheira de debate político. Se em algum lugar o debate político tem de acontecer e faz sentido é na Câmara”, opinou.
Contraponto
A coordenação da equipe de Rodrigo Agostinho disse que espera conduzir a campanha no mesmo tom do primeiro turno. A questão é que Agostinho foi pouco atacado na primeira etapa e seu adversário desta etapa, Caio Coube, não o confrontou na TV na fase anterior.
Manter a campanha, “no mesmo tom”, neste caso também significa que a aliança Bauru de todos também se prepara para uma disputa acirrada nesta etapa. O coordenador da campanha de Rodrigo na TV, Walter Pollice Filho, pondera que a comparação, de sua parte, deve continuar se dando apenas na esfera política. “Acho que a campanha tem de ser mantida no nível que vinha, com o confronto de idéias e de trabalhos e programas. A comparação política é normal”, comentou.
Ao ser indagado sobre qual será a reação se defeitos dos candidatos forem trazidos à tona, sobretudo na TV, Pollice disse: “Defeitos todos nós temos. Ninguém é perfeito. Mas nós vamos manter nossa linha do começo ao fim”, esquivou-se na direção de mais esperar do que reagir.
O juiz eleitoral Horácio Furquim Guanaes avisou os dois candidatos, na reunião de ontem, que “ofender e degradar a imagem do adversário é proibido pela lei. Fazer críticas é esperado, mas dentro do universo político. Tem limite. Se o limite for superado, o Ministério Público vai agir, ou o próprio prejudicado vai provocar a Justiça e vamos ser rigorosos. O direito de resposta será avaliado com rapidez, até porque são só dois candidatos e isso permite rapidez nas decisões”, finalizou.
Fonte: jcnet.com.br
No segundo turno, eleições em Bauru será de confronto
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