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As Eleições 2008 entram para a história como a votação mais tecnológica de todos os tempos. Nesse ano, os candidatos utilizaram o potencial da Internet para driblar as novas restrições de propaganda eleitoral impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgar suas propostas na web. A maioria dos candidatos fugiu do convencional site de campanha e apostou em rádios online, TV e até redes sociais.
Algumas regras do TSE restringem as campanhas apenas à criação de sites dos candidatos, impedindo a utilização de blogs e redes sociais. De acordo com a resolução do Tribunal, os sites criados para a promoção de candidatos devem ser cancelados após as eleições, porém o uso de blogs, e-mails ou a criação de perfis em sites de relacionamentos não estão previstos na resolução.
De acordo com uma matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo no dia 02 de outubro, em cidades como Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro existem brechas que permitem a utilização de redes sociais para as campanhas. Em São Paulo, por exemplo, os candidatos podem colocar links para vídeos do YouTube em seus sites.
Esse apelo tecnológico já havia sido discutido no "Eleições 2.0 – Como a Internet está mudando a política". O evento contou com a presença de especialistas de Itu e São Paulo e mostrou a políticos, candidatos e interessados no tema uma visão sobre como utilizar as redes sociais na política.
Eleições nos Estados Unidos
A Internet está começando a ser mais valorizada como instrumento político não só no Brasil, mas no mundo também. Prova disso é a notícia divulgada pelo jornal Folha de São Paulo do dia 02 de outubro, a qual revela que no período em que o último debate realizado entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos era exibido na TV, o fluxo de mensagens no Twitter (um portal de microblogs onde os internautas postam textos) aumentou cerca de 160%.
Antes de se conhecer quem seria o representante democrata nas eleições, a Folha publicou, no dia 24 de abril, o sucesso de Hillary Clinton na Internet. Contando com a rede mundial de computadores, Hillary bateu o recorde de arrecadação, somando U$ 8,3 milhões (aproximadamente R$ 13,7 milhões) em sua campanha somente com doações feitas pelos internautas.
Fonte: itu.com.br
O papel da Internet nas eleições 2008
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