Olhar acadêmico aponta carisma

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Celso Zonta, comentou que o carisma foi fator fundamental para a conquista de votos da classes D e E. “O Caio Coube vem de uma eleição passada onde perdeu por poucos votos para o Tuga Angerami com o recall significativo. E este recall não foi transformado em gestos concretos por parte do candidato. Nesses quatro anos, ele apenas administrou a lembrança e eu não vi ações concretas na periferia que viabilizassem a manutenção de seu nome, como imagem e como ação, neste público, principalmente da periferia”, acrescentou.
Já Rodrigo Agostinho (PMDB), lembra Zonta, “vinha de uma candidatura para deputado e também uma vereança forte, além de seu primeiro e anterior mandato. Isso o manteve muito em contato com o público, além de seu carisma particular”.

Ao ser perguntado por que Rodrigo venceu Caio, o professor ponderou: “Maior capacidade de argumentação nos debates e um programa eleitoral mais quente no primeiro turno, com equilíbrio apenas no segundo turno, o que tornou essa reação tardia para o Caio”.

Outro aspecto considerado é a estruturação dos votos no segundo turno. “Parte dos eleitores de Rosa, que trabalhou muito o voto na periferia, migrou para o carisma do Rodrigo e está mais suscetível ao voto mais populista. Mas é um voto antagonista em relação à zona sul, em relação ao candidato Caio que foi de forma errada taxado como o candidato dos ricos. Ambos os candidatos tinham suas capacidades, mas os votos de Rosa caminharam para o Rodrigo no segundo turno. A segunda massa de votos significativa foi de Clodoaldo Gazzetta, que fez uma campanha baseada em políticas públicas e com uma gestão diferenciada, com pouco a ver com as dimensões do PSDB e com a maneira como o Caio transmitiu suas propostas. Na hora de migrar, esse eleitorado preferiu, em sua maioria, o Rodrigo”, finalizou Zonta.

Fonte: jcnet.com.br

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