A presença no segundo turno em Bauru permitiu às lideranças nacionais e estaduais dos partidos que apóiam o governo Lula (PT) prestar atenção em Rodrigo Agostinho (PMDB) e, a partir do confronto com os tucanos, promover uma revoada de apoiadores nesta etapa da eleição. A eleição domingo fez com que o ministro dos Esportes, Orlando Silva (PC do B), viesse ontem à cidade como porta-voz político do presidente Lula.
“O presidente Lula me pediu que viesse a Bauru hipotecar o apoio político dos partidos que congregam o governo e para dizer que nós confiamos que o Rodrigo representa a mudança em Bauru, com sua juventude e com seu perfil e ação política opostas à postura tucana”, disse ontem à tarde o ministro Orlando Silva, no Hotel Fenícia, no Centro.
Além do reforço em apoio político ao candidato peemedebista, Silva prometeu que vai facilitar a concretização de agenda política e de gestão junto ao governo federal caso o peemedebista vença as eleições. “Eu quero assumir o compromisso aqui que se Rodrigo vier a ser o escolhido nas urnas em Bauru, o que confiamos, sua primeira audiência como prefeito eleito ou em mandato será comigo, no ministério, em Brasília”, lançou.
A aproximação com o ministro do PC do B permitiu ao agora candidato reivindicar a ajuda do governo federal para reformar estruturas de base do esporte. “Temos problemas com estádios distritais e ginásios de esportes, equipamentos públicos que precisam ser restaurados e estão abandonados. Vamos precisar do seu apoio em Brasília para ajudar a recuperar e vamos enviar projetos nesse sentido”, aproveitou Agostinho.
O ministro, por óbvio, disse que está à disposição. “Bauru não vem sendo atendida em projetos de pequeno, médio ou até de grande porte porque não temos projetos solicitados em Brasília. As prefeituras que têm apresentado bons projetos têm conseguido viabilizar parcerias. E nós vamos ajudar Bauru e o Rodrigo porque temos certeza que ele é a garantia da mudança”, acrescentou Silva.
Projetos locais
O ministro Orlando Silva reforçou ontem que o governo federal não pode patrocinar projetos com recursos públicos para entidades privadas, o que dificulta, por exemplo, parcerias para reformar, ampliar ou instalar equipamentos ou estruturas esportivas junto a grupos privados.
“É vedada pela lei a transferência voluntária de recursos públicos para entidades privadas, salvo pouquíssimas exceções, como instituições ligadas à educação especial, universidades em algumas circunstâncias. Existe a hipótese de viabilizar recursos para financiar reformas, desde que se utilize o mecanismo de incentivo através dos esportes, por empresas, com desconto no Imposto de Renda”, lembrou o ministro.
Em relação à ampliação de equipamentos esportivos pretendidos pela USP e Unesp, em Bauru, Orlando Silva prometeu avaliar os projetos, mas avisou que a amplitude da repercussão social e da abrangência será levada em conta.
“Nós temos interesse em viabilizar equipamentos esportivos em instalações como nas universidades, mas vamos verificar, além do projeto e dos custos, a abrangência, já que é imprescindível que esses equipamentos permitam o acesso a programas junto às comunidades locais. Acreditamos que as universidades tenham esse comprometimento com essas parcerias”, falou.
Fonte: jcnet.com.br
Para ministro, Rodrigo garante mudança
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