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Líderes de diferentes países reforçaram os pedidos por uma ação coletiva para conter os efeitos da crise financeira global.
Esse foi o tema das conversas telefônicas mantidas nesta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com líderes da Itália, da França e da Grã-Bretanha.
O governo americano também disse estar aberto à possibilidade de realizar um encontro de emergência de lideranças internacionais a respeito da crise, como propôs o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Mas a porta-voz da Casa Branca disse que as atenções das autoridades americanas estão voltadas para a reunião de ministros das Finanças dos países que integram o G7, no próximo fim de semana, em Washington.
A reunião integra os eventos que compõem o encontro semestral do FMI e do Banco Mundial.
Diferentes estruturas
O FMI fez um apelo idêntico por uma solução coletiva nesta terça-feira, durante a divulgação do relatório Estabilidade Financeira Global. No documento, o Fundo pede "um compromisso coletivo".
Para o do diretor do Departamento Monetário e de Capitais do FMI, Jamie Caruana, governos de diferentes nações devem ajudar insituições financeiras a se capitalizar, comprando dívidas podres ou injetando recursos públicos nessas instituições.
O FMI estima ainda que, nos próximos cinco anos, os grandes bancos globais precisarão de investimentos na ordem de US$ 675 bilhões.
Caruana enfatizou que a necessidade de agir coletivamente não significa que diferentes países tenham de proceder de forma idêntica.
"A mesma solução não se aplica a todos", afirmou Caruana. "Diferentes países contam com diferentes instituições, com diferentes estruturas. Mas é preciso evitar que o que acontece em um país se espalhe para outro."
Fonte: bbc.co.uk/portuguese
Países ricos buscam ação coletiva para conter crise
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