Por telefone, bombeiro salva vida de bebê que sofreu três paradas cardíacas

Pela segunda vez em pouco mais de um mês, o cabo do Corpo de Bombeiros Altair Nelson Correia Oro salvou a vida de um recém-nascido através de orientações transmitidas pelo telefone. Assim como ocorreu em 27 de setembro, o chamado de ontem pedia socorro a um bebê asfixiado com leite materno.

Mas Oro conta que, desta vez, a situação foi bem mais grave, porque a criança sofreu uma seqüência de ao menos três paradas cardíacas, para desespero dele e da mãe que falava do outro lado do telefone. “Foi complicado. Mas a gente conseguiu salvar mais uma vida, graças a Deus”, comemora o bombeiro.

Eram exatamente 20h13 de ontem quando Renata Aparecida Clementino ligou para o Posto do Corpo de Bombeiros, no Centro de Bauru. De uma casa no Parque Roosevelt, onde mora, ela contou que acabara de amamentar seu filho Leonardo, de apenas 8 dias de vida, quando ele engasgou com o leite e parou de respirar.

A partir de então, ao mesmo tempo em que acionava uma viatura de Resgate, o cabo Oro iniciou as orientações sobre as manobras de ressuscitação, que foram realizadas sobre o peito e a boca do pequeno por Fernanda, irmã mais velha de Renata. Foram 11 intermináveis minutos de tentativas sucessivas para reanimar Leonardo, até que os bombeiros chegassem na casa.

“Ele estava gelado e já ficando roxinho, porque ficou sem respirar. Tinha hora que ele começava a chorar, mas depois parava de novo. Foi difícil, mas conforme a Renata falava no telefone com o bombeiro, ele passava as informações e a Fernanda fazia os procedimentos”, conta o avô materno, Osvaldo Clementino, que acompanhou todo o desespero da filha para salvar a criança. Segundo ele, Renata chorava muito e também precisou de atendimento médico. “Ela estava com 300 batimentos (cardíacos) por minuto, quase infartando”, relembra.

Após a chegada da viatura, mãe e filho foram levados ao Pronto-Socorro, onde ficaram em observação. Ambos receberam alta por volta das 22h e passam bem.

Em conversa por telefone com a reportagem do JC, por volta das 21h, Oro ainda transmitia através da voz um misto de euforia e contentamento. “A gente vive toda a tensão junto com a mãe. Como bombeiro, a gente precisa manter a calma, mas eu estava muito preocupado, porque não conseguíamos reverter o quadro dele. Mas no final deu tudo certo”, salienta.


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Outro salvamento

Na madrugada do dia 27 de setembro, Roberta Kelly Costa, 25 anos, recebeu a ajuda do cabo Oro para salvar a vida de sua filha Lívia, na época com sete dias. Após amamentá-la, ela colocou a menina no berço para dormir. Mas pouco tempo depois, Lívia começou a gemer.

Quando Roberta foi verificar o que ocorria, a criança já estava vomitando pela boca e nariz. Desesperada ao ver a filha recém-nascida sem respirar, a mãe ligou para o Corpo de Bombeiros em busca de socorro. Na ocasião, o cabo Oro também deu orintações à distância até que os colegas da equipe de resgate chegassem e dessem prosseguimento ao atendimento. Lívia foi estabilizada e conduzida ao Pronto Socorro Infantil, onde já chegou bem.

Fonte: jcnet.com.br

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