Preços de produtos na internet caem 1,99% no mês

Os preços de produtos na internet tiveram uma queda de 1,99% em setembro em relação a agosto, o que reforça a tendência de redução dos valores na rede. Segundo o índice e-Flation, medido pelo Provar (Programa de Administração do Varejo) da Fia (Fundação Instituto de Administração), a queda foi motivada principalmente pelos itens do grupo 'Cine e Fotos', que teve seus preços reduzidos em 4,98%, informa a Folha Online.
Nos últimos 12 meses, os valores de produtos na rede acumulam uma redução de 11,64%.

Desde outubro do ano passado, apenas em março e agosto de 2008 foi verificada uma alta mensal no índice, de 0,90% e 1,29%, respectivamente.

'O indicador apurado para outubro sinaliza que os impactos da crise internacional ainda são moderados sobre os preços, prevalecendo os efeitos relacionados à sazonalidade do varejo e aos preparativos para as vendas do final do ano', afirmou em nota o coordenador geral do Provar, Cláudio Felisoni de Ângelo.

Depois de 'Cine e Fotos', as outras quedas ocorreram nos grupos 'Eletroeletrônicos' (3,47%), 'Telefonia e Celulares' (1,86%), 'Livros' (1,14%), 'Informática' (0,70%) e 'Linha Branca' (0,61%).

Entretanto, houve aumento de preços nos grupos 'Perfumes e Cosméticos' (1,93%), 'Eletroportáteis' (1,88%), 'CDs e DVDs' (1,34%) e 'Brinquedos' (0,49%).

O e-Flation de outubro foi avaliado a partir da segunda quinzena de setembro até a primeira do mês em questão. A inflação para automóveis nas vendas on-line não é incluída na pesquisa, pois é elaborada à parte.

Crise
Apesar da forte deflação nos preços de produtos comprados na internet, a consultoria IDC prevê que a alta do dólar, em razão da crise econômica internacional, deve fazer com que os fabricantes de computadores reajustem os preços entre 10% e 15% já no fim deste mês.

O valor da moeda norte-americana tem impacto direto sobre os preços de computadores, mesmo no caso de máquinas fabricadas no Brasil. Isso porque grande parte dos componentes (entre 70% e 80%, segundo o IDC) são importados.

Fonte: empresas.globo.com

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