PV decide manter-se neutro no 2º turno

16:00

O presidente municipal da Comissão Provisória do Partido Verde em Bauru, Raul Gonçalves de Paula, divulgou, ontem, um comunicado em que o partido se definiu oficialmente por uma postura de neutralidade na eleição de prefeito no segundo turno em Bauru. Gonçalves acrescenta que os candidatos a vereador e militantes do PV terão que seguir a decisão da Comissão Provisória.

“Enquanto estrutura partidária, os nossos candidatos a vereador e os nossos militantes vão ter que seguir a posição do partido”, frisa. Pelo posicionamento da direção partidária, Natalino Davi da Silva (PV), o Natalino da Pousada, eleito vereador em 5 de outubro, não poderá fazer campanha nem para a coligação Bauru de Todos, encabeçada por Rodrigo Agostinho (PMDB), e nem para a coligação União por Bauru, de Caio Coube (PSDB).

A decisão anunciada vai de encontro ao que disse ao JC, em matéria publicada na quinta-feira, a principal liderança regional do PV com mandato, o deputado federal José Paulo Tóffano. Ele ressaltou que os 11 membros da direção municipal do partido teriam autonomia para decidir que rumo seguir no segundo turno da eleição municipal. “Gazzeta não vai em palanque, Primo (Mangialardo) não vai em palanque”, avisa Gonçalves. Também consultado na quinta-fera, ele havia antecipado a hipótese de neutralidade.

Ao invés de neutralidade, o comunicado frisa o termo “independente” que a Comissão Provisória tenta condicionar ao significado político da votação conquistada pelo então candidato a prefeito Clodoaldo Gazzetta. “Em respeito aos 30.102 eleitores, que acreditaram em nossa proposta de governo e que, de forma consciente, nos qualificaram como a terceira maior força política de Bauru, o Partido Verde decide manter-se independente”, destaca o texto.

Para Gonçalves, a votação recebida não reflete protesto do eleitorado, mas sim o entendimento da proposta de governo apresentada. Ele explica que o partido sugere às duas candidaturas que disputam o segundo turno que aproveitem o programa de governo do PV.

Gonçalves acrescenta que todas as propostas podem ser incorporadas aos planos de governo do tucano e do peemedebista. Essa estratégia também vem atrelada ao projeto político do PV em Bauru: “E podem dizer na mídia que ‘essa proposta é do Partido Verde. E vocês que votaram no PV, nós estaremos incorporando nas nossas propostas porque achamos que são viáveis’”, sugere aos adversários do primeiro turno da eleição.

Gonçalves destaca entre as 143 propostas elaboradas no plano de governo, o projeto de geração de empregos temporários denominado “180 Dias”, a FunSaúde, o Centro de Saúde da Mulher e a implantação de ciclovias.

Gonçalves afirma que teria ocorrido uma interpretação equivocada por parte de alguns setores, ao concluírem que o PV estaria condicionando apoio no segundo turno a cargos na próxima gestão, numa eventual vitória. “Não vai ser apenas esse pleito, que está para se encerrar daqui a 15 dias, que vai fazer com que o PV amoleça. Temos um vereador eleito, temos um deputado (Tóffano) na região e pretendemos lançar e eleger um deputado estadual por Bauru no próximo pleito (2010)”, lembra.

Gazzetta não assume publicamente a condição de pré-candidato a deputado estadual, porém não negou, ontem, sua condição de candidato natural. Ele avalia que acredita em projeto de grupo e não pessoal. Ao evitar destacar excessivamente seu nome, ele cita os nomes de Gonçalves, Raul, Jú Alvarez e do vereador Primo Mangialardo em condições de concorrer à Assembléia Legislativa. “Vou acatar aquilo que o partido decidir, mas também vou poder opinar”, desconversa.
Fonte: jcnet.com.br

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