Rodrigo e Caio disputam 233.653 votos

Os 233.653 eleitores bauruenses são chamados a retornar às urnas hoje para escolher quem vai gerir de 2009 a 2012 a máquina pública de Bauru que tem um orçamento para 2009 previsto em R$ 349 milhões e R$ 221 milhões de dívida consolidada a pagar pelo menos até 2030. A dívida consome mais de R$ 40 milhões por ano somente para amortizar e manter parcelamentos em dia, herança da irresponsabilidade dos governos da década de 90 até 2004.

A prefeitura tem frota sucateada, não oferece à população o suporte para serviços de manutenção em seis das antigas Administrações Regionais (Sear), mantém uma usina de asfalto velha, tem 3.500 ruas sem pavimento e outros 70% de 10.000 quadras com asfalto vencido, não dispõe de médicos suficientes para atender à demanda nas unidades básicas, não resolveu a paralisação dos serviços em três pronto-socorros de bairros e acumula um estoque de demandas em diferentes áreas.

Para gerenciar esta enorme dívida social e a esperança da cidade de entrar em um novo ciclo, o ambientalista, ex-secretário do Meio Ambiente e vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) disputa a preferência da tecla confirma das urnas eletrônicas com o empresário, executivo de gestão industrial e ex-dirigente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Caio Coube (PSDB).

O confronto do ambientalista de 30 anos com o empresário de 51 anos vai ocorrer em 546 seções eleitorais espalhadas por 71 escolas. Rodrigo pede o voto no número 15 e Caio no número 45, ambos prometendo aproveitar proximidade com os governo federal (o pemedebista) e estadual (o tucano) para buscar recursos, instalar Pronto-Atendimentos (PA) nos bairros, promover o asfalto social na periferia, sem cobrar, e uma lista enorme de programas nas mais variadas áreas.

O resultado das urnas vai mostrar quem foi mais eficiente na comunicação com o eleitor, quem transferiu mais segurança e conseguiu manter maior blindagem à troca de exposição de defeitos protagonizados durante a campanha. Caio vai às urnas tendo liderado o primeiro turno e vendo o adversário tomar a dianteira na segunda fase.

A eleição mostra o tucano tentando conquistar votos nas classes D e E, mais periféricas, para reequilibrar a disputa. Caio manteve durante a campanha vantagem entre os eleitores com maior poder aquisitivo e escolaridade, mas com menor aceitação entre os mais pobres e jovens entre 16 e 26 anos.

Na busca pela maior fatia de votos entre os núcleos do eleitorado, a empatia, simpatia e carisma podem fazer a diferença, sobretudo entre as 122.128 mulheres, a maior fatia dos que são chamados a comparecer às urnas hoje. São praticamente 12 mil votos a mais que os 110.264 homens.

O vencedor nas urnas vai demarcar o encerramento de um ciclo de revezamento na principal cadeira do Palácio das Cerejeiras entre políticos tradicionais como Tidei de Lima, Antonio Izzo Filho e Tuga Angerami nos últimos 20 anos, situação que só foi interrompida pelo governo de Nilson Costa, após a cassação de Izzo Filho, em agosto de 1998.

Fonte: jcnet.com.br

seja o primeiro a comentar!