Sector financeiro britânico "afunda" apesar de plano de salvamento

08:50

Os títulos do sector financeiro britânico seguiam a negociar em forte queda depois de ter sido anunciado um plano de salvamento do sistema bancário por parte do governo do país. O Barclays liderava as quedas em mais uma sessão “negra” para os mercados accionistas mundiais.

Esta manhã, o Banco de Inglaterra anunciou que vai disponibilizar, pelo menos, 200 mil milhões libras (257,73 mil milhões de euros) aos bancos no âmbito de um programa de financiamento de emergência. O governo liderado por Gordon Brown vai comprar acções preferenciais bem como a disponibilização de uma garantia de 250 mil milhões de libras (184,2 mil milhões de euros) para ajudar a refinanciar dívida.

A reflectir esta notícia, o HSBC Holdings, o maior banco do Reino Unido, cedia 5,19% para os 854,25 pence. O Barclays, que ontem afirmou “categoricamente” que não precisava de capital, desvalorizava 13,77% para os 245,75 pence, depois de já ter chegado a recuar 17%.

O Lloyds TSB Group Holding “deslizava” 7,32% para os 209 pence, tendo já chegado a perder mais de 11%.

O Royal Bank of Scotland Group registava um comportamento muito volátil, ao já ter recuado mais de 19% e avançado mais de 16%. As acções do banco seguiam a descer 0,56% para os 89,5 pence. Esta semana, o título acumula uma desvalorização superior a 51%.

Os títulos financeiros do Reino Unido acompanhavam, assim, o índice europeu Dow Jones Stoxx para a banca que perdia mais de 7%. O Footsie negociava no nível mais baixo desde Outubro de 2003, ao perder 5,62%.

O único título do índice britânico que negociava em terreno positivo era o HBOS que somava mais de 21% para os 114 pence, depois de ontem ter perdido quase metade do seu valor em bolsa. Já na segunda-feira, as acções do banco já tinham desvalorizado mais de 19%.

Recorde-se que o Banco de Inglaterra tem agendada para amanhã a sua reunião mensal de política monetária, com as previsões do mercado a apontar para um corte na taxa de juro de referência que se encontra actualmente nos 5%.

Os economistas do Citigroup, do BNP Paribas, do JPMorgan e da Royal London Asset Management acreditam que a autoridade monetária deverá efectuar o corte de juros mais pronunciado desde 2001, uma redução de 50 pontos base para os 4,5%.

Fonte: jornaldenegocios.pt

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