Seplan busca opção ao viaduto fechado

Enquanto não sabe se o viaduto Mauá, que liga a região do Centro à Vila Falcão, interditado desde o dia 19 do mês passado, tem conserto e como fazê-lo, a Prefeitura de Bauru busca alternativas para minimizar o impacto no trânsito. Uma delas é redimensionar o viaduto Nuno de Assis, ao lado do Mauá, de forma a abrir mais uma ou duas pistas sobre ele para melhorar a fluidez dos veículos. Após analisar estudos do viaduto em funcionamento, o secretário do Planejamento Leandro Dias Joaquim disse que, tecnicamente, é possível abrir mais duas pistas.

O viaduto Mauá foi interditado, por determinação do Ministério Público, devido a problemas estruturais. Embora aparente ser uma obra única, a ligação do Centro à Vila Falcão pela avenida Pedro de Toledo era feita por dois viadutos - o Mauá, construído na década de 50, e o Nuno de Assis, mais novo. Com o viaduto Mauá interditado, o Nuno de Assis passou a receber sozinho o tráfego de veículos nos dois sentidos - Falcão/Centro e Centro/Falcão.

Para isso, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) redimensionou o espaço em duas pistas - uma para cada sentido - utilizando taxões para fazer a divisória. “Como o Nuno de Assis é um viaduto largo, é possível abrir até mais duas pistas e praticamente recompor o que era originalmente. Ele tem 12 metros de largura. Então, daria para dividir em quatro, com cada pista ficando com três metros de largura”, explica Joaquim.

As pistas ficariam estreitas, o que exigiria cuidado do motorista - a maioria dos carros populares tem entre 2,3 metros a 2,4 metros de largura. Mas na avaliação de Joaquim reduziria o impacto da interdição que tem causado, nos horários de rush, congestionamento nas proximidades dos dois viadutos. O secretário do Planejamento solicitou nova medição do viaduto Nuno de Assis e vai consultar o Gabinete para decidir ou não pela abertura das duas pistas.

E ele também aguarda resposta do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) sobre a possibilidade do órgão fazer para a prefeitura o estudo sobre a viabilidade de consertar o viaduto e como. Isso evitaria a abertura de licitação para contratar o serviço. No último dia 8, dois técnicos do IPT inspecionaram o viaduto, mas apenas visualmente. O estudo, ressalta o secretário do Planejamento, exige equipamentos para fazer exames do concreto e aço, entre outros materiais do viaduto.

Como ainda não recebeu resposta do IPT, a Seplan fez contato com a Bureau de Projetos, uma empresa de São Paulo especialista em serviços deste tipo. “Fizemos o contato até para saber quanto custaria. Mas calculamos que este projeto, se formos contratar uma empresa, vai custar cerca de R$ 70 mil. Então, teríamos de abrir licitação”, ressalta. Já se o IPT realizar o serviço, a prefeitura economizaria porque entraria apenas com contrapartida.

Neste sentido, a prefeitura está preparando documentação para encaminhará ofício à Secretaria de Estado do Desenvolvimento solicitando a inclusão do viaduto Mauá no Programa de Apoio Tecnológico a Municípios (Patem), objetivando que o estudo técnico seja realizado pelo IPT. Joaquim ressalta que, na análise preliminar, técnicos não apontaram a necessidade de demolição do viaduto Mauá.

Fonte: jcnet.com.br

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