Serra nega disputa com Aécio pela candidatura do PSDB à Presidência em 2010

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), minimizou nesta terça-feira a disputa dentro do PSDB para a escolha do candidato que vai disputar a Presidência da República em 2010.

Serra negou que o seu fortalecimento em São Paulo, com a eleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), e a vitória do governador Aécio Neves (MG) em Belo Horizonte, com a vitória de Márcio Lacerda (PSB), coloque os dois em posição de disputa no partido para a escolha do nome do PSDB em 2010.

"Não havia desequilíbrio, nem há agora. Não há nenhuma corrida deflagrada dentro do PSDB entre eu e o Aécio, não existe isso", afirmou. Na opinião do governador, as articulações para a escolha do candidato ao Palácio do Planalto devem ser deflagradas somente a partir do final de 2009.

"Eu estou concentrado na tarefa de governar São Paulo, o que não é pouca coisa. Acho que daqui para 2010 muita água vai passar por baixo da ponte. Nós temos uma crise econômica grave no mundo que afeta o Brasil, temos uma dinâmica política que certamente vai apresentar mudanças daqui até lá entre partidos, indivíduos. Acho cedo [falar em sucessão] especialmente para quem tem cargo Executivo", disse.

Serra reconheceu a importância do PMDB na sucessão presidencial de 2010, mas desconversou sobre a possibilidade dos partidos se reunirem em uma única chapa na corrida ao Palácio do Planalto --ao contrário do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que defendeu ontem uma eventual união com os peemedebistas.

"O PMDB é um partido importantíssimo. As coisas não devem ser em tono de atrair ou não atrair, mas a gente tem um bom diálogo com o PMDB. Há variações quanto a isso porque o Brasil é um país heterogêneo, mas sem dúvida temos boas relações com muita gente do PMDB", afirmou.

PT x PSDB

Serra disse que a aliança entre PT e PSDB em Belo Horizonte, que permitiu a vitória de Lacerda com o apoio de Aécio e do prefeito Fernando Pimentel (PT), não será um modelo a ser copiado pelo partido no âmbito nacional.

"Eu acho que o Brasil é país muito heterogêneo, em cada lugar há determinada correlação de forças. Nem o Aécio nem o Fernando pensam que em 2010 pode ter uma coisa semelhante, do PT e PSDB não terem candidatos e apoiarem um terceiro partido", afirmou.

Segundo Serra, "não há fórmula nacional" que permita copiar o modelo adotado na capital de Minas. "Foi uma fórmula local que deu certo", disse.

Fonte: folha.uol.com.br

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