“Por R$ 2 mil você monta um desses ‘chupa-cabras’”, calcula o técnico em eletrônica Eliphas Bueno Rezende, 49 anos. Para montar um aparelho visando a clonagem de cartão, o golpista precisa ter um conhecimento razoável de eletrônica, além de uma microcâmera com um transmissor e uma bateria. Também é necessário ter um leitor de cartões magnéticos, para inserir os dados da conta da vítima, um laptop, o investimento mais alto do estelionatário.
Rezende explica que os dados da conta são transmitidos via rádio. “E os equipamentos mais simples têm um alcance de 200 metros”, avalia. Dessa forma, os golpistas podem ficar a uma distância de dois quarteirões de onde instalaram o equipamento. Com o “chupa-cabras” é possível fazer um cartão novo com os dados da conta da vítima. E assim, fazer saques e transferências em outras cidades, para dificultar a ação policial.
Procurada pelo Jornal da Cidade, a assessoria de comunicação do banco Nossa Caixa divulgou nota lamentando os transtornos sofridos pelos clientes de Bauru que foram vítimas da ação de fraudadores e informa que todos aqueles que comprovadamente tiveram seus cartões clonados serão ressarcidos.
O banco informa ainda que está realizando vistoria em todos os seus caixas eletrônicos instalados em Bauru. E após analisar as informações coletadas, definirá as medidas a serem adotadas. Na nota, a Nossa Caixa ressalta que, em casos de suspeita de clonagem, o cliente deve cancelar imediatamente seu cartão por meio da central de atendimento e comunicar o ocorrido à agência em que mantém conta corrente. A agência adotará as medidas necessárias para dar início às investigações e, se confirmada fraude, para ressarcir o cliente.
Serviço
Para esclarecimentos os clientes podem entrar em contato pelo telefone 0800-709.0151.
Fonte: jcnet.com.br
Sistema para copiar dados e senha é simples e custa cerca de R$ 2 mil
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