Trecho leste é fechado com deságio menor no pedágio

No trecho leste da Rondon, que inclui outras rodovias menores e vai de Monte Mor a Rio das Pedras, passando por Bauru, Agudos e Botucatu, o deságio foi de 13,09%. O consórcio vencedor foi a Brasinfra, também uma holding com participação de outras empresas como a Ascendi Rodovias, de Portugal, Cibe Rodovias e a Leão Leão Construtora.
O valor oferecido foi de R$ 0,093774 por quilômetro. O limite era o mesmo do lado oeste: R$ 0,107910/km.

Entre Bauru e Botucatu, a concessionária poderá construir cinco novas praças de pedágio, além de manter a já existente em Areiópolis. A tarifa também será cobrada nos dois sentidos.

Como o deságio foi baixo se comparado ao lado oeste da Rondon, a viagem de ida e volta entre Bauru e Botucatu passará dos atuais R$ 7,40 para R$ 20,40, um aumento de 175%.

A Brasinfra já explora alguns trechos de rodovias paulistas com o consórcio Rodovia das Colinas e no Rio Grande do Sul com a Univias. A concessionária quer usar essa experiência para implantar o mais rápido possível os serviços no trecho leste da Rondon.

“Queremos acrescentar novos serviços e melhorar a qualidade do atendimento à população. Vamos estar presentes, dar apoio e segurança às qualidades das obras que serão feitas”, garantiu Hamilton Amadeu, presidente da Cibe Rodovias, umas das empresas que compõem a concessionária.

Duplicação da Bauru-Ipaussu só em 2013

A rodovia Bauru-Ipaussu, considerada uma das mais perigosas na região, só será duplicada mesmo em 2013. A informação foi confirmada ontem pelo presidente do consórcio Invepar/OAS, Gustavo Rocha, que ganhou o direito de explorar a Raposo Tavares em toda sua extensão.

Entre as contrapartidas cobradas do governo do Estado está a de iniciar a duplicação da SP-225, que liga as duas cidades. No edital, as obras estão previstas para começar daqui a cinco anos. Gustavo confirmou que esse cronograma será seguido.

“Nós pretendemos seguir rigorosamente o cronograma do edital”, disse, ao responder se havia possibilidade de antecipar algumas obras prioritárias ao longo da rodovia. “Só se o governo quiser.”

A Invepar/OAS ganhou o leilão com o preço de R$ 0,090525 por quilômetro. O deságio foi de 16,11% do valor máximo estipulado pelo Estado.

“Temos experiência em concessões. Vamos fazer obras de ampliação, recuperação total da rodovia. Em seis meses vamos deixar a rodovia em condições de ser explorada”, disse, sobre o início da cobrança de pedágios.

O investimento previsto nos primeiros cinco anos de concessão da Raposo Tavares chega a R$ 1 bilhão.

Governo já estuda novas concessões

Logo após a conclusão do leilão de ontem do primeiro dos cinco lotes de rodovias pelo governo do Estado, o vice-governador Alberto Goldman comemora-va o resultado no auditório do Instituto de Engenharia, em São Paulo.

“O volume de participação foi grande e o resultado mostra uma diminuição na tarifa praticada hoje. Isso mostra a confiabili-dade dos empresários no governo de São Paulo”, disse, entusiasmado.

Goldman confirmou que grandes grupos tentaram adiar o leilão devido à crise econômica. “Nós recebemos muitos empresários que diziam que era melhor adiar, mas apostamos e deu certo. O deságio foi muito além do que podíamos imaginar.”

Sobre como será gasto os R$ 3,4 bilhões recebidos com a “venda” das rodovias, Goldman garantiu que será na malha rodoviária.

Ele adiantou que o Estado trabalha com a possibilidade de privatizar outros trechos. Sem entrar em detalhes, Goldman disse que a Secretaria de Planejamento já está fazendo estudos para saber quais lotes seriam viáveis economicamente para o Estado.

“Em três ou quatro meses devemos ter uma resposta oficial.”

Fonte: redebomdia.com.br

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