O prefeito Tuga Angerami reforçou ontem que vai formar uma equipe de transição e prestar todas as informações necessárias ao prefeito eleito para que este tenha condições de assumir, já em janeiro de 2009, sem ter de perder tempo com levantamento de dados. De outro lado, Angerami adverte que o ano de 2009, primeiro do sucessor, será de maior dificuldade que o já esperado em razão dos efeitos da crise na economia mundial a partir dos Estados Unidos.
“Eu não acredito que a economia global vai se estabilizar rapidamente e já temos evidências de que isto está chegando no emprego e no bolso do trabalhador, o que significa redução de impostos. O ano de 2009, portanto, será de maior dificuldade ao eleito. Mas ele terá todas as condições, desde já, de enviar sua equipe, participar pessoalmente da busca de informações e de preparar as ações que julgue necessárias para 2009, sem perder tempo no início do mandato”, disse.
Tuga lembrou que vai deixar recursos em caixa. “Além de não termos feito dívidas e de não irmos fazer dívidas, existe ainda um provisionamento, existe recurso que vai ficar no caixa tanto para uso geral e existe recurso carimbado, como na educação. O fundo de infra-estrutura terá perto de R$ 5 milhões e todo o recurso disponível para obras da educação, perto de 22 unidades, provisionados, reservados. A situação será muito melhor do que recebi”, destacou Angerami.
Ao elencar outro desafio a ser exercitado pelo sucessor, Angerami citou a “continuidade da pacificação e da busca pela unidade e diálogo”. O prefeito desistiu de informar em quem votou, mesmo no segundo turno, como havia se comprometido com a imprensa no mês passado. “Eu peço desculpas por ter criado a expectativa na imprensa de que diria em quem votei, porque não tenho hoje cacife político algum que justifique eu informar em quem votei, o que me coloca apenas na condição de um eleitor simples e sobre o qual é reservada a opção de manter o voto em segredo”, contou.
Angerami não quis comentar sobre preferência e nem sobre os candidatos em si. Disse que tanto o grupo de Caio Coube (PSDB) quanto o de Rodrigo Agostinho (PMDB) tinham integrantes que foram ou são colaboradores no governo local e que esta tentativa de colar sua gestão, pela baixa popularidade, não obteve êxito. “O que eu espero é que os discursos tenham refletido o que os candidatos pensam e querem fazer e que sejam resolvidos, atendidos. O eleitor sempre faz a melhor escolha para o momento”, finalizou, não sem antes emendar que acredita que “o Rodrigo ainda será um bom deputado”.
Fonte: jcnet.com.br
Tuga: crise mundial traz sacrifício para o sucessor
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