Vereadores evitam rótulos e afirmam querer diálogo

Prefeito eleito, Rodrigo Agostinho (PMDB) terá minoria na próxima Câmara, se considerados apenas os arranjos feitos entre as legendas no período eleitoral – nove dos 16 vereadores eleitos são do grupo adversário.

Mas levando-se em conta as declarações desses vereadores ao BOM DIA um dia após o término da eleição na qual Rodrigo conquistou a preferência popular com 97,2 mil votos, o novo prefeito terá uma oposição “light”.

“Vamos continuar atuando como oposição, mas buscando sempre o melhor para a cidade”, diz Marcelo Borges, nome forte do PSDB na Câmara. “Votaremos junto com a situação com a maior tranqüilidade se entendermos que o projeto é bom.”

O PSDB é o partido com a maior bancada no Legislativo – três vereadores eleitos.

O também tucano Gilberto dos Santos, o Giba, segue na mesma linha. “Se ele [Rodrigo] fizer metade do que prometeu, a gente vira situação”, brinca. “Meu papel será de cobrar as promessas.”

PP discute posicionamento hoje
Os novos vereadores evitam declarações polêmicas sobre ser situação ou oposição no novo mandato. A maioria recorre ao argumento de que trabalhará “de acordo com o que considerar ser o melhor para Bauru.”

Roberval Sakai e Carlinhos do P.S., que representam a nova bancada do PP, disseram que vão se reunir com a executiva do partido hoje para discutir a postura que será adotada em relação ao novo chefe do Executivo.

Já Chiara Ranieri (DEM) acredita que ainda é cedo para falar sobre seu relacionamento com o novo prefeito.

“Vou precisar sentir o clima quando assumir o cargo para saber”, diz. “Não sabemos quem serão os secretários e os homens de confiança de Rodrigo. E isso faz diferença”.

PP e DEM compunham a coligação que se opôs a Rodrigo durante a campanha. Jurandyr Bueno e Amarildo de Oliveira, do PPS, não foram encontrados ontem.


Neutro, Natalino do PV buscará ‘parceria’
Natalino Davi da Silva, eleito pelo PV, é o único vereador que se mantém neutro até agora. Sua legenda, que se lançou sozinha na disputa do primeiro turno, não declarou apoio no segundo.

“Ser oposição ou situação vai depender dele [Rodrigo] atender nossas reivindicações”, diz, referindo-se à plataforma do PV. “Não há orientações do PV até o momento, mas de início eu vou buscar a parceria”, revela.

Renato Purini, único vereador eleito pelo PMDB, aposta no diálogo e acredita que Rodrigo será capaz de aprovar projetos na Câmara com facilidade. “Do ponto de vista político-eleitoral, temos bancada menor, mas vamos chamar todos para conversar em breve, mesmo os da oposição, porque a eleição já acabou”, disse, admitindo certo interesse em reconfigurar as alianças.

Já Roque Ferreira (PT) diz que irá exercer o mandato com total independência. “Política não deve ser pautada por blocos [oposição ou situação]”, diz. Quanto a eventualmente discordar de sua legenda, que apóia Rodrigo, ele afirma: “O estatuto do PT garante ao parlamentar usar sua consciência”.

Fonte: redebomdia.com.br

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