Bauru tem 1,01 furto de veículo por dia. Esta é a média nos primeiros nove meses do ano, revelada nas estatísticas da SSP (Secretaria de Segurança Pública). Apesar de preocupante, esse número já foi maior: 1,06 em 2006 e 1,02 em 2007, nos anos inteiros.
Os furtos são diferentes dos roubos porque as vítimas não sofrem violência ou ameaça direta. É o típico caso da pessoa que estaciona o carro e não o encontra mais quando volta ao local.
A vendedora Priscilla Tonelli Sebastião, 25 anos, respira aliviada depois de ter seu xodó furtado ao lado da loja onde trabalha. É um Chevette azul 1981 avaliado em R$ 3 mil, mas com valor sentimental incalculável.
“Ele tem a idade do meu marido e é o meu primeiro carro. Nunca deu um problema”, conta ela, que até prepara uma revitalização na pintura para dezembro.
O carro estava estacionado no Cruzeiro do Sul e foi levado entre 15h30 e 16h do dia 3. Foi encontrado abandonado na Quinta da Bela Olinda duas horas depois.
Comércio regional
Veículos mais antigos geralmente são desmanchados e as peças vão para o mercado clandestino. Os mais novos costumam ficar nas ruas, conta o major Wellington Venezian, da Polícia Militar.
“Acredito que uma parte vai para a região. Na nossa macrorregião temos outros locais com um comércio muito forte também de autopeças usadas”, afirma.
Por isso, o CPI-4 (Comando de Policiamento do Interior) – batalhões em Bauru, Marília, Assis, Ourinhos, Jaú e Lins – ampliou operações originais de Bauru para os demais municípios.
Superado o susto, agora Priscilla sempre liga o alarme, que já estava instalado, e passou a usar uma trava entre os pedais e o volante. “Se depender de mim, esse Chevette ainda vai contar muita história comigo.”
Fiscalizações explicam parte da redução
Uma das causas da redução em furtos de veículos é a fiscalização constante das polícias Militar e Civil em desmanches. O trabalho começou em março de 2006.
A estratégia da polícia é vistoriar os comerciantes e impedir compra e venda de peças furtadas. Não existindo essa demanda por peças, os furtos tendem a cair.
“Nós fiscalizamos inclusive na região, não só a regularidade do estabelecimento como também dos objetos”, explica o major Wellington. As operações também têm participação da prefeitura.
Só em 2007 foram presas 15 pessoas relacionadas a estabelecimentos clandestinos. Hoje existem em Bauru 17 desmanches cadastrados e autorizados, informa a SSP.
Sábado: maior perigo
O dia da semana com mais furtos de veículo é sábado, principalmente entre 18h e meia-noite. Coincide com o horário em que o público curte o fim de semana e as ruas ficam lotadas, especialmente na zona sul.
Com relação a roubos – quando ladrões abordam e ameaçam as vítimas para levar os veículos –, foram registrados cinco em Bauru no 3° trimestre de 2008, contra 12 no mesmo período de 2007. Nos nove primeiro meses de 2008 foram 22, contra 29 no mesmo período de 2007.
Rua mais atacada é segredo
O BOM DIA perguntou à PM quais as ruas com mais furtos de veículos. No entanto, a instituição se nega a revelar, alegando ser um dado estratégico.
Mas em outubro de 2007 a própria PM divulgou os números por local. A rua Rio Branco era a campeã, no entorno do hospital Beneficência Portuguesa. O dia com mais ocorrências era a quarta e o horário, das 18h à meia-noite.
A PM afirma que as regiões centro e sul têm a maior incidência e que Bauru ainda é referência positiva no Estado, com menos casos que municípios semelhantes.
Estima-se que ladrões ágeis consigam arrombar um carro e levá-lo embora em menos de um minuto.
Fonte: redebomdia.com.br
Bauru fecha dia com pelo menos um carro furtado
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