Exportações de mentira envolvem Bauru, diz Policia Federal

A PF (Polícia Federal) de Bauru cumpriu na manhã de ontem três mandados de busca e apreensão na cidade como parte da operação Vulcano, deflagrada em nove Estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Goiás).

A ação desmontou esquema de crimes contra a ordem tributária e sonegação de impostos que podem ter causado prejuízos de R$ 600 milhões aos cofres públicos.

Em todo o Brasil, cerca de 600 policiais federais e 280 agentes da Receita Federal cumpriram 220 mandados de busca e apreensão e cem de prisão temporária.

Até o fim da tarde, 88 pessoas haviam sido presas nos nove Estados. Não houve prisões em Bauru, mas foram apreendidos 556 pneus de uma loja Charanga na quadra 25 da avenida Rodrigues Alves.

“Os pneus seriam destinados à exportação para usufruir de vantagens tributárias, mas continuariam no mercado interno”, diz o delegado da PF, Emanuel Almeida. Os outros dois pontos vasculhados pela PF na cidade foram uma casa e um escritório de advocacia. Além de pneus, o esquema incluía insumos para fabricação de cerveja.

Marília tem prisão; fiscais são envolvidos
Em Marília (100 km de Bauru), Alcides de Souza Franco Filho, dono da loja de pneus em Bauru, foi preso. A PF de Marília cumpriu 13 dos 16 mandados de prisão decretados pela Justiça Federal na região.

As investigações no Estado começaram em 2006 a partir de uma empresa transportadora de Santa Cruz do Rio Pardo (110 km de Bauru), onde a PF de Marília prendeu duas pessoas. Também houve mandados de busca e apreensão em Assis e Cândido Mota (ambas a 170 km de Bauru).

A quadrilha simulava exportações de produtos e lucrava com a diferença nos impostos, que chegam a ser o dobro caso a comercialização seja feita no Brasil.

Em coletiva em Brasília à tarde, o subsecretário da Receita Federal, Henrique da Silva, explicou que caminhões partiam de cidades de São Paulo com destino a países vizinhos, como o Paraguai, passavam suas mercadorias para outro caminhão, que as trazia de volta, e prosseguia a viagem vazio, driblando o monitoramento via satélite. Dentre os presos, 20 eram fiscais das Receitas Estadual ou Federal.

Fonte: redebomdia.com.br

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