Onze mil voluntários participam de operação contra a dengue no Rio

Cerca de 11 mil voluntários participaram na manhã deste sábado (dia 8), com o apoio do governo do Estado do Rio de Janeiro, da operação "Guerreiros contra a Dengue", em 57 comunidades consideradas propensas à criação do Aedes Aegypt, transmissor da doença.

Em 2008, foram registrados mais de 200 mil casos de dengue em todo o Estado, com mais de cem mortes confirmadas. Hospitais públicos estiveram superlotados e foi preciso que o governo federal interviesse para que a epidemia fosse controlada.

Neste sábado, os voluntários foram sendo chamados nas próprias comunidades e ajudaram a recolher pneus velhos e garrafas plásticas, objetos que facilitam a procriação do mosquito, e também contribuíram com a colocação de coberturas para caixas d'água.

O garçom Rodney Carvalho, 25 anos, foi um dos voluntários na favela do Chapéu Mangueira, zona sul da cidade, comunidade em que moram cerca de 6.000 pessoas. "Acho importante conscientizarmos as pessoas de que a dengue mata. Os moradores já sabem da importância de prevenir possíveis focos e sempre nos recebem bem. Quando não, a gente tenta convencê-los."

Já o estudante Leonardo Maurício, 19, que também participou da campanha na favela, não mora na comunidade, mas nem por isso deixou de ajudar. "Se cada um fizer um pouco a gente não terá este ano a mesma epidemia do último verão. Vale mais perder um sábado como esse ajudando a prevenir do que um mês doente, ou até mesmo, perder a vida."

A secretaria estadual de Saúde divulgou no início da tarde o balanço final da operação deste sábado. Foram colocadas 20.765 telas de caixa d'água, recolhidos 694 pneus e 1.284 garrafas plásticas e 494 focos de dengue foram combatidos, em um total de 14.653 casas visitadas.

"Batizamos a operação com este nome porque o combate à dengue no Estado do Rio é uma verdadeira guerra. Gostaria de agradecer a essas pessoas que nos ajudaram, assim como as lideranças comunitárias que têm papel importante na conscientização e na educação dos moradores dessas áreas de risco para proliferação do mosquito", afirmou o coordenador da campanha, Carlos Alberto Lopes.

A campanha deve ser realizada a cada 15 dias no Rio de Janeiro.

Fonte: noticias.uol.com.br

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