Segurança obrigatória - Cadeiras infantis devem ter certificado

O Código de Trânsito é claro: menores de 10 anos devem ser transportados no banco de trás dos veículos, seguros por cintos ou equipamentos compatíveis. No entanto, por não existir uma especificação sobre quais seriam esses equipamentos, muitos pais ainda se sentem inseguros na hora de comprar a famosa cadeirinha infantil.
Para acabar com esse dilema, desde 1 de outubro, o Instituto de Metrologia e Normalização (Inmetro) tornou obrigatório o certificado de segurança nos chamados dispositivos de retenção, como cadeirinhas, bebê-conforto e assento de elevação. Segundo a norma, os equipamentos, fabricados no Brasil ou importados, precisam ter o selo do Inmetro para poderem ser utilizados no transporte de crianças com até sete anos e meio de idade dentro de veículos.

De acordo com o órgão, é essa certificação que assegura ao consumidor a eficiência do produto em casos de impactos e capotamentos, por exemplo. Entre os testes a que eles são submetidos, estão resistência à corrosão, facilidade do dispositivo de ajuste, microdeslizamento, abertura do fecho sob carga, reenrolamento e travamento dos retratores.

Embora a regra já esteja vigorando há um mês, o agente fiscal do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Bauru, Reinaldo Mori, afirma que as fiscalizações na cidade ainda não começaram. Segundo ele, o Ipem aguarda a divulgação de uma portaria do Inmetro, que pretende estender o prazo de adaptação dos fabricantes à obrigatoriedade do selo até março de 2009.

“Na semana que vem, já deveremos ter um posicionamento sobre o início das fiscalizações. Mas o consumidor deve priorizar as cadeiras que têm o selo de garantia”, alerta.

Enquanto isso, o Inmetro estabelece regras básicas para o uso desses dispositivos de acordo com o tamanho de cada criança. O primeiro modelo, chamado bebê-conforto, deve ser usado desde o nascimento até a criança pesar aproximadamente 9 quilos. Essas cadeirinhas possuem acessórios que protegem e firmam o pescoço do bebê e devem ser fixadas de forma que fiquem de costas para os bancos dianteiros.

Dos 9 quilos até 18 quilos, ou aproximadamente até 4 anos, deve ser usada a cadeirinha fixa. Por último, é utilizado o “booster”, para crianças com peso entre 18quilos e 36 quilos, menores de 1,45 metro de altura. O “booster” é uma almofada com suporte rígido e dispositivos, projetada para ser fixada no banco traseiro do carro, permitindo que o cinto de segurança seja colocado na posição correta.

Preocupação

Tanto as cadeirinhas infantis, assentos especiais para recém-nascidos e bancos de ajuste de altura foram criados com a finalidade de evitar acidentes. Mas, segundo estimativas, mais de 2,7 mil crianças morrem por ano no trânsito brasileiro. Entretanto, cerca de 71% dessas mortes poderiam ser evitadas com a utilização correta de um equipamento de segurança.

Para as mães zelosas que não abrem mão dessa proteção, a maior preocupação é a qualidade dos modelos disponíveis no mercado. Para a funcionária pública Vanusa Margarida Facchim, 36 anos, mãe de Gabriela, 1 ano e oito meses, o selo do Inmetro sempre foi um quesito importante no momento da compra das cadeirinhas. “Antes de escolher o bebê-conforto, pesquisei e, hoje, uso um modelo que traz a garantia que eu preciso. Espero que, com as novas determinações, no futuro tenhamos opções ainda mais seguras”, diz Vanusa.

No entanto, por desconhecimento ou descuido, ainda é muito comum os pais acomodarem seus filhos de maneira inadequada dentro dos veículos, segundo informa o capitão João da Costa Duarte, comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar de Bauru. “Muitas pessoas acham que estão protegendo as crianças ao levarem-nas no colo, no banco da frente. Mas se houver uma colisão, a criança estará completamente desprotegida”, frisa.

O capitão destaca que, até junho de 2010, o uso das cadeirinhas se tornará obrigatório no Brasil.

Com duas crianças, uma com 3 anos e outra de 1 ano, a engenheira de alimentos Luciane Passos de Barros, 33 anos, diz que nunca deixou de proteger seus filhos com o uso das caderinhas no banco traseiro do seu carro. Há menos de um ano de volta ao Brasil, ela conta que o hábito veio do período em que viveu nos Estados Unidos, onde o equipamento já tem uso instituído por lei.

“Eu digo que meus filhos saíram da maternidade e já foram para a cadeirinha, que é um dispositivo importante tanto para a segurança das crianças quanto para a tranqüilidade de quem está dirigindo”, frisa.

Fonte: jcnet.com.br

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