Quem disse que jovens não se interessam por política? Em novembro, 94 adolescentes tiveram, por um dia, a responsabilidade de subir à tribuna da Assembléia Legislativa como deputados. Foi a décima edição do projeto Parlamento Jovem. A iniciativa tem o objetivo de iniciar os jovens na prática política.
Três adolescentes da região estiveram lá: Mariana Romeria Pescara, de Pederneiras, Rodrigo Pessoni Miatto, de Bariri e Ana Vitória Messias da Paz, de Jaú. Eles foram “eleitos” para o dia de mandato como deputados jovens. Nenhuma escola de Bauru apresentou projetos de alunos interessados.
De acordo com a assessoria da Assembléia, os interessados apresentam, por meio de suas escolas, “projetos de lei” que são analisados por uma comissão formada por funcionários da casa.
Assim que chegam à Assembléia, os projetos são divididos em 12 áreas: Agricultura, Cultura, Defesa do Consumidor, Direitos Humanos, Educação, Emprego, Esportes, Habitação, Juventude, Natureza, Saúde e Segurança Pública.
Mariana, 14 anos, comemora a oportunidade de conhecer a rotina de trabalho dos deputados. “É uma experiência inesquecível. Eu incentivo os outros alunos a participarem”, fala a aluna da sétima série do ensino fundamental.
Ela conheceu os deputados Vaz de Lima (PSDB), presidente da Assembléia, e Célia Leão (PSDB). Consciente, dá um recado para os críticos da política. “Somos [os jovens] o futuro. Temos que saber o que é certo e o que é errado. Dá para mudar as coisas”, diz, confiante.
Jovens apresentam até projetos
A participação dos 94 jovens deputados é a mais próxima possível da realidade parlamentar. Ela dura dois dias. No primeiro, eles conhecem a casa e recebem orientações sobre o cargo que exercerão.
No começo do segundo dia, os deputados são diplomados e começam a exercer o cargo. Em seguida, há a eleição para a mesa diretora da Assembléia Jovem. Depois, os jovens deputados começam a defesa de seus projetos, que são votados e aprovados ou não.
Mariana apresentou seu projeto na linha de educação. Ela quer a inclusão de psicólogos nas escolas estaduais. “Não é só o aluno que tem problemas nas escolas, o professor também. Um psicólogo poderia melhorar o relacionamento de todos”, justifica.
Os projetos não viram lei, mas ficam arquivados na casa como sugestões para os verdadeiros deputados utilizarem no futuro.
Fonte: redebomdia.com.br
Adolescentes se tornam deputados por um dia
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