Alckmin quer mais oferta de crédito

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Bauru na tarde de ontem. Ele almoçou em um restaurante da cidade, acompanhado de sua esposa, Maria Lúcia, do deputado estadual Pedro Tobias, sua esposa Juliana e a filha Letícia. Alckmin afirmou que apoiará o governador José Serra nas próximas eleições presidenciais e cobrou medidas por parte do governo federal que visem ampliar e melhorar a oferta de crédito no País.

“Serra é o candidato natural do PSDB à Presidência da República. É um privilégio para o PSDB ter dois governadores bem qualificados, como é o caso do Serra e do Aécio (Neves). Precisamos unir os dois e vou trabalhar para isso. Serra está bem posicionado na pesquisa, governa o Estado mais populoso do País e tem experiência”, diz.

Sobre o pacote de medidas contra a crise econômica mundial lançado pelo presidente Lula, Alckmin avalia que o problema vai atingir também os países emergentes, que no próximo ano não deverão ter o mesmo ritmo de crescimento. “Este ano, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve crescer 5,2%. O esforço é para que a queda seja a mínima possível.”

Para ele, as medidas de combate à crise devem passar pela melhora na oferta de crédito. “O dinheiro é muito caro no Brasil. E ficou mais caro ainda depois da crise. O governo diminuiu o compulsório para melhorar o fluxo de câmbio, mas manteve a taxa de juros. Na Inglaterra, a taxa que era de 3% foi reduzida para 2%. Nós não baixamos nada.”

Ele elogiou a redução de impostos e destacou o papel da oposição ao governo Lula, que extingüiu a CPMF. “E mesmo após o fim da CPMF, o governo continuou com excesso de arrecadação de R$ 70 bilhões”, destaca. Alckmin também vê de forma positiva a redução e o aumento no prazo para pagamento de impostos. “Mas ainda falta reduzir as taxas de juros e acelerar os investimentos. Principalmente na construção civil e infra-estrutura, atividades que são grandes geradoras de emprego”, afirma.

Sobre suas próximas atividades na política, foi categórico. “O futuro a Deus pertence”, diz. Alckmin conta que voltou a lecionar e a clinicar. O ex-governador também destaca que passou seis meses estudando políticas públicas na Universidade de Harvard (EUA).

Alckmin também falou sobre Pedro Tobias. Perguntado sobre para qual cargo o deputado bauruense deveria concorrer, ele foi rápido. “Pedro Tobias é o nosso primeiro-ministro. Pode ser estadual, federal, senador, governador”, afirma. “Eu vou ficar com Alckmin. Onde ele for, estarei junto”, emendou Tobias.

Alckmin esteve em Garça, onde recebeu o título de “Cidadão Garcense” e visitou o prédio da Faculdade de Tecnologia (Fatec). Já em Duartina, acompanhou a apresentação de uma camerata com violinos (Musicrescer) e conheceu o Projeto Musicrescer. Ainda ontem seguiria para Pardinho para participar da inauguração do Centro Cultural Max Feffer.

Fonte: jcnet.com.br

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