Mil e duzentas saídas de ambulância a mais do que em 2007 é o saldo positivo que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) deixa para Bauru em 2008 no quesito competência. De janeiro a outubro deste ano, foram 18.237 atendimentos in loco contra 16.993 no mesmo período do ano passado.
O número de atendimentos a vítimas de colisões no trânsito também subiu na comparação: de 497 para 825 – aumento de 66%, saldo negativo para a cidade. Para o coordenador interino do Samu, Paulo Carlotto, o motivo desse crescimento é, “com certeza, o aumento do número de motos circulando”.
De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a impressão do médico se confirma: foram vendidas 951.151 motos no país no primeiro semestre de 2008, ante 771.223 em igual período de 2007 – aumento de 23,33%.
Paulo observa que a maior parte dos acidentes dentro da cidade ou nas estradas envolve motociclistas – o que não significa que estes sejam sempre os responsáveis. “São os piores acidentes, porque motos são mais vulneráveis”, diz. “Isso se tornou um caso de saúde pública”, emenda.
No geral, todos os indicadores mostram que o trânsito só fez aumentar o trabalho do Samu. O número de vítimas de atropelamento cresceu de 191, de janeiro a outubro de 2007, para 244 nesse período de 2008 (27,7%).
Por fim, o número de vítimas de capotamento mais que dobrou: de 38 para 77.
Grávidas são maior público
A maior presença das ambulâncias do Samu nas ruas se deve à chegada de duas novas viaturas neste ano, totalizando dez, e à contratação de pessoal, avalia Paulo. “Além disso, a população aprendeu a confiar no sistema”, diz.
O Samu existe em Bauru desde dezembro de 2004. O contato pelo 192 se tornou uma espécie de serviço de orientação médica, o que Paulo avalia como positivo. “A mãe liga para a gente para saber o que fazer com o filho que tem febre, por exemplo, em vez de perguntar a um leigo.”
Os casos mais comuns atendidos pelo Samu são os obstétricos. Até outubro deste ano, 1.768 mulheres grávidas precisaram do serviço, entre as que entraram em trabalho de parto, tiveram ruptura prematura da bolsa ou sofreram aborto.
Paulo foi responsável pelo primeiro parto a bordo de uma viatura do Samu em Bauru, na avenida Duque de Caxias, em 2005.
Fonte: redebomdia.com.br
Colisão de trânsito aumenta e dispara chamadas no Samu
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