Os consórcios de veículos estão em alta nas concessionárias. Um dos motivos, quem diria, é a crise financeira internacional, que trouxe uma realidade de juros mais altos para os financiamentos, parcelamentos mais curtos e escassez de crédito aos consumidores.
Enquanto isso, os consórcios continuam sem os temidos juros. Eles têm uma taxa anual de administração que no fim das contas custa menos que os juros. “Esta taxa do consórcio chega a ser apenas um décimo dos juros”, afirma Jorge Simão, diretor da Simão Consórcios.
Na empresa dele foram 593 cotas de consórcio vendidas no segundo semestre de 2007. No primeiro semestre de 2008 o número caiu um pouco, para 527. Mas reagiu neste segundo semestre de 2008, subindo para 602.
E este último balanço ainda é parcial, não inclui os meses de novembro e dezembro. A projeção para o semestre fechado é bater na marca de 750 cotas vendidas, projeta o diretor.
“O consórcio não tem uma seleção tão grande, afinal, o bem não é entregue logo no começo. É mais fácil a pessoa aderir. A procura por cotas está grande nos últimos meses e o consórcio se consolida ainda mais com esta falta de crédito”, afirma Jorge Simão.
Modalidade recupera a essência
O cenário é parecido na Baurucar. Foram 634 cotas vendidas no segundo semestre de 2007, 775 no primeiro semestre de 2008 e já 769 no segundo semestre de 2008, com o período ainda em aberto.
Os números levam otimismo ao diretor da empresa, Eduardo Ferraz de Campos Salles, para quem o consórcio vem recuperando sua característica essencial.
“O consórcio voltou à essência dele, que é vender para quem precisa se programar, fazer planejamento. Ele é ideal para quem planeja.
Trabalhamos com 60 meses, então não dá para contemplar todo mundo nos três primeiros meses. Embora com a crise o consórcio esteja melhor, crise não é bom para ninguém”, avalia, ressaltando que esta modalidade já crescia mesmo quando os juros estavam mais baixos.
Apesar da boa notícia, toda crise reforça a cautela. A operadora de caixa Alba Natalia Trombini Zacari, 23 anos, estuda a compra de um Pólo 2003 orçado em 60 vezes de R$ 408, além do carro que deixaria como entrada – Gol avaliado em R$ 13 mil.
“Não deu certo agora, então vou esperar uma queda dos juros até fevereiro. Como as minhas contas estão em dia, talvez dê para financiar”, explica.
Cotas conquistam espaço em nível nacional
O consórcio de veículos teve aumento em todos os segmentos – leves, pesados e motocicletas. O acumulado entre janeiro e setembro de 2008 superou em 5% o mesmo período de 2007. Foram 1,04 milhão de novas cotas diante de 989,8 mil, aponta a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios).
O número de participantes cresceu 4%, de 2,77 milhões em setembro de 2007 para 2,89 milhões em setembro de 2008. Também houve aumento nas contemplações: foram 494 mil entre janeiro e setembro de 2008 contra 487,6 mil no mesmo período de 2007 – alta de 1,3%.
E quem planeja trocar de carro deve aproveitar o fim de ano. “Nos veículos novos, vemos uma redução de preços. Um veículo de R$ 59 mil pode ser encontrado por R$ 49 mil”, diz.
Fonte: redebomdia.com.br
Crise faz crescer procura por consórcio de veículo
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