O médico Fernando Monti (PR) vai assumir a pasta da Secretaria Municipal de Saúde, Marcos Roberto Garcia será mantido na área de Finanças e Darlene Tendolo (PC do B) vai gerenciar a política de assistência social na Prefeitura de Bauru na Sebes, a partir de 1º de janeiro de 2009.
Os nomes, mencionados pelo JC na coluna Entrelinhas nas últimas semanas, vão compor o primeiro escalão do governo de Rodrigo Agostinho (PMDB). Ontem, o prefeito eleito participou de conversações com representantes de partidos aliados e pretensos nomes para compor outras pastas do governo. As articulações se arrastaram até o início da noite, mas Agostinho evitou antecipar declarações.
Monti já era cotadíssimo para a Saúde. Duas semanas depois da eleição no segundo turno, o médico comentou com o JC que estava analisando a acomodação de obrigações em sua vida privada com outras atribuições públicas, como a participação em função no Instituto Lauro de Souza Lima, para definir se aceitava o desafio.
O médico foi o autor do plano de governo do setor na campanha de Agostinho. O programa enfatiza a priorização da assistência básica, com ênfase para recuperação, estruturação e contratação de mão-de-obra para as Unidades Básicas (UBS), ampliação do Programa de Saúde da Família (PSF) das atuais sete para 25 equipes, ao longo do mandato, entre outros desafios.
Na área de Saúde, Rodrigo deixou claro que iria interferir na gestão do sistema, com o Município assumindo o controle dos encaminhamentos de consultas em especialidades, o que significa ter de enfrentar estrutura corporativa nas mãos de entidades e vinculadas ao governo do Estado.
O plano de governo também inclui melhorar a remuneração de profissionais e instalar quatro Pronto-Atendimentos (PA). A forma de gestão pode ter novidades, como o estudo de viabilidade pela implantação ou não de uma fundação.
Fernando Monti só não assume a pasta da Saúde se houver reviravolta política no fechamento da negociação de outras vagas que estão em disputa no primeiro escalão. A nomeação da direção da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) está dando dor de cabeça ao prefeito eleito, com o atual presidente, Édison Gasparini Júnior, manifestando vontade de permanecer no cargo para terminar o trabalho inciado.
Na área de assistência social, Darlene Tendolo terá confirmada a preferência de Agostinho para a gestão na Sebes. Ampliar a rede de proteção e os mecanismos de porta de entrada do sistema na periferia, atuar nas ações complementares de apoio aos programas de outras pastas, como a regularização de moradias em favelas e remoção de moradores em áreas de risco são algumas das promessas para o setor.
Na área de Finanças, Rodrigo Agostinho optou pela discrição e conteúdo técnico do servidor de carreira da prefeitura, Marcos Roberto Garcia, que dirige a pasta no atual governo. O amplo conhecimento na área de orçamento e a condução atualizada em relação aos novos procedimentos financeiros e fiscais em setores como o fundo de desenvolvimento da educação, convênios, monitoramento de compromissos previdenciários e encargos gerais da dívida fizeram Agostinho buscar pela segurança administrativa na hora de escolher o nome para a pasta. Técnico e sem esboçar interesse político na área de gestão que controla pagamentos, Marcos acabou ganhando a simpatia do prefeito eleito.
O prefeito eleito vai escolher sozinho, sem discussão com o grupo de aliados, os titulares de Finanças, Administração, Jurídico e Emdurb. Mas as nomeações da Cohab e presidência do Departamento de Água e Esgoto (DAE) também estão sob seu crivo.
Nomes em discussão
O secretariado de Rodrigo Agostinho terá indicações de partidos aliados, cuja costura vem sendo realizada há vários dias. Em algumas áreas os nomes mais cotados já aparecem, em outras ainda há situações em aberto. O prefeito eleito também tem uma lista de nomes sugeridos pelos partidos para diferentes postos.
Do PSB, por exemplo, os bastidores contam que Rodrigo tem solicitação para que Pedro Romualdo, presidente da Comissão Provisória, assuma os destinos da Cultura. Também do PSB, Zito Garcia poderá assumir a Secretaria da Agricultura. Do PC do B há a confirmação de que a vereadora Majô Jandreice estará no primeiro escalão. Falta definir em que área. Ela teria preferência pela presidência da Cohab.
Alguns nomes estão sendo conversados para mais de um setor, pelo perfil e pela conjuntura dos ajustes no quadro. Faria Neto (PDT), por exemplo, foi comentado para algum posto, o que colocaria seu partido formalmente na base de apoio de Rodrigo. São muitos os nomes ainda em fase de sondagem, como a simpatia do PT pelo professor de escolinha de futebol do BTC Lincoln e o escudeiro de Rodrigo na estrutura de campanha, o pecuarista Rubito (especulado para a Emdurb).
Na área de Administração, da cota pessoal de Rodrigo, o ex-assessor parlamentar do prefeito eleito Renato Gragnani foi comentado. Ele estava na Itália, em estudos. Agostinho também está procurando entidades e outros segmentos para buscar possíveis indicações. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), por exemplo, foi procurado para sugerir nomes para a pasta de Desenvolvimento Econômico, setor para o qual foram lembrados Domingos Malandrino e Jair Manfrinato.
Se as sugestões vão compor nomeações, Agostinho vai esclarecer nos próximos dias, com o anúncio de seus escolhidos.
Mas, nas últimas horas, os nomes despontam com naturalidade, em razão até do apertado calendário de final de ano. Neste tom, o membro da comissão de transição, o contador Rui Rocha, por exemplo, ganha simpatizantes dentro do PT para eventualmente ser o comandante em uma área de resultados, como Obras, assim como o PR é tido como a legenda que tem preferência pelo DAE.
Nas próximas horas, Rodrigo Agostinho vai informar a lista dos nomes já escolhidos e, se nenhum problema político de última hora aparecer, Fernando Monti, Darlene Tendolo e Marcos Garcia estarão entre eles.
Fonte: jcnet.com.br
Equipe de Rodrigo já tem nomes
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