Uma série de propostas tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, para acabar com a possibilidade de reeleição para cargos do Poder Executivo, como presidente, governador e prefeito. Estas idéias têm apoio dos deputados federais da região de Bauru.
Sergio Nechar (PV-SP) é de Marília. Na visão dele, os governantes seriam mais transparentes se a reeleição não existisse. “Se não houvesse, nós teríamos muito mais transparência, mais lisura no processo eleitoral e na conduta dos executivos”, diz.
Ele prossegue. “No segundo mandato o político já está um pouco desgastado e é aí que ele usa a máquina administrativa para conseguir a
O jauense José Paulo Tóffano (PV-SP) raciocina na mesma linha. “Uma pequena estendida no mandato e o fim da reeleição seriam uma saída interessante”, avalia.
E vai além. “O índice de prefeitos que disputaram a reeleição e conseguiram deixa claro que contribui muito para desigualar as forças. Precisamos criar um jogo mais equilibrado”, diz, se referindo a condições mais próximas para o governante e os demais candidatos.
Milton Monti (PR-SP), de São Manuel, também planeja o fim da reeleição e o aumento dos mandatos para cinco anos, tanto do Executivo quanto do Legislativo, além de defender a coincidência das eleições.
“É muita eleição, a cada dois anos o país pára. Pára o Congresso, o país, os convênios do governo... Na eleição para prefeito, também tem as cidades mais importantes que influenciam na votação para governador e presidente”, explica.
Câmara recebe muitas sugestões
Abelardo Camarinha (PSB-SP), de Marília, também é contra a reeleição e defende que os mandatos de Executivo aumentem para cinco anos. A informação é de sua assessoria.
A questão ainda não é consenso. A Câmara tem recebido sugestões diferentes, como a de unificar todas eleições num só ano – idéia defendida por Nechar.
Outra sugestão de Tóffano é que os suplentes de senadores passem a receber votos. Alguns entendem que eles não têm legitimidade popular para o cargo.
A matéria está na Comissão de Constituição e Justiça, na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 142/95. Outras 63 tramitam em anexo.
A votação ainda deve demorar, já que a Câmara volta do recesso em 2 de fevereiro e os parlamentares precisão eleger seu novo presidente.
“A reforma política depende do ritmo que ele vai dar ao assunto”, finaliza Tóffano.
Fonte: redebomdia.com.br
Fim da reeleição tem apoio dos 4 deputados da região
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