A estudante Letícia Higa, 15 anos, vive rodeada pela tecnologia. Tem iPhone [telefone celular com diversas funções] e iPod [tocador de áudio digital]. Está sempre ligada no Orkut, onde seu profile [perfil] reúne mais de cem amigos. E estuda numa escola, a D´Incao Instituto de Ensino, de Bauru, que adota o sistema “one to one” [um laptop por aluno].
Mesmo tão jovem, Letícia sabe que a tecnologia embute perigos. Não é por isso que ela vai deixar de usar tudo que a modernidade oferece. O jeito é ser cautelosa.
“Tenho muitos cuidados para que não seja mais uma vítima dos golpes da internet”, conta. “Evito ao máximo colocar informações pessoais no Orkut ou passar dados sobre minha vida para pessoas desconhecidas”.
Os riscos da mobilidade tecnológica fizeram o especialista Wagner Sanches, mestre em tecnologia da informação, elaborar uma série de dicas para as crianças e jovens da geração acostumada com as facilidades dos celulares e da informática.
Uma delas é a orientação para uso de senhas sempre que possível. Outra é a instalação de programas que podem controlar o acesso de crianças e adolescentes à rede mundial de computadores.
É o que acontece no D´Incao, onde cada aluno tem direito a um laptop [no caso um macbook, pois a escola adota a plataforma de informática Macintosh, da Apple]. A filosofia adotada é a da liberdade com regras.
“A escola precisa ensinar o aluno a ter responsabilidade”, afirma o professor e diretor Pedro D´Incao, um dos proprietários. “Quando você dá a tecnologia, vem embutida uma responsabilidade grande”.
O uso da internet é liberado, sem bloqueios, mas os alunos sabem que serão punidos caso entrem no Orkut ou em programas de bate-papo durante as aulas.
Como? O D´Incao possui um programa que monitora todos os laptops. “Temos monitoramento total nos horários de aula”, diz Pedro. “A idéia não é proibir, mas sim educar”.
Aos 15, Liliana está no segundo celular
A estudante Liliana Guimarães, 15, reconhece a tentação diante de tantas ferramentas tecnológicas disponíveis, mas já aprendeu a se controlar.
“É muito bom ter acesso às tecnologias, mas esse acesso deve ser acompanhado de responsabilidade”, afirma.
Apesar da pouca idade, Liliana está no segundo celular. O modelo atual tem câmera e tocador de MP3. Ela também é dona de um iPod e tem computador no quarto. Aluna do colégio D´Incao, frequenta o ensino médio em tempo integral sempre com um laptop ao lado.
Não consegue imaginar sua rotina sem o aparato eletrônico. O especialista Wagner Sanchez alerta para o risco atrelado à perda ou furto de equipamentos como laptops e celulares.
Eles podem conter, por exemplo, agendas telefônicas pessoais ou até o roteiro diário de uma criança ou adolescente. Uma das principais dicas dele é adequar os equipamentos à faixa etária do usuário. Não é adequado, por exemplo, dar um notebook ou celulares de última geração para crianças que ainda não desenvolveram o senso de responsabilidade.
Fonte: redebomdia.com.br
Jovens aprendem a evitar perigos da tecnologia
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