Monti, Tobias e Barradas debatem a redivisão dos serviços da Saúde

O secretário municipal de Saúde que assume a função na próxima semana, o médico Fernando Monti (PR), discutiu com o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a proposta de divisão dos serviços do setor em Bauru a partir da regulação do sistema. Acompanhado do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), Monti manifestou ao gestor estadual a opção de a prefeitura de assumir a regulação da sua demanda, através de uma pactuação dos encaminhamentos com os demais prestadores de serviços, como o Hospital Estadual (HE), Hospital de Base (HB) e outros.

Fernando Monti contou que a recepção do governo do Estado à proposta foi positiva. “A primeira conversa foi muito positiva e o secretário mostrou disposição em colaborar no ajuste dos agentes de serviços de saúde instalados em Bauru através da regulação integrada, com o Município sendo ator de sua demanda. Ficou combinada uma reunião técnica tão logo eu assuma a secretaria”, contou.

Na visão do próximo governo, o Município não pode se manter distante da regulação dos serviços. “A legitimidade na formulação local dos serviços para o usuário é do Município e nós mostramos ao secretário a preocupação em reorganizar a demanda a partir das unidades de saúde, de acordo com as solicitações vindas dos usuários. Queremos construir isso com o diálogo integrado com a Regional de Saúde (DRS-6) e os agentes envolvidos nos serviços especializados”, ampliou.

O secretário de Saúde escolhido pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) lembrou que a entrada do Município no sistema de regulação foi um dos compromissos da campanha eleitoral. “Queremos preparar a articulação de controle que permita ao usuário trafegar pelos vários serviços com maior facilidade. O usuário, hoje, entra pela Unidade Básica de Saúde (UBS) e fica na dependência de agendamento para procedimento especializado. A regulação não será algo a se implantar em um estalar de dedos, mas queremos preparar esse terreno para avançarmos na questão”, contou Monti.

A previsão de entrega de novas instalações do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) também integra as pretensões do futuro governo. “O Município vai precisar ter ferramentas, inclusive de logística e de rede (informatização) para permitir esse processo, mas adiantamos essa proposta ao secretário e a recepção foi muito boa. A prefeitura tem de fazer sua lição de casa, que é de garantir uma rede de atenção básica eficaz, ter mecanismos automáticos de encaminhamento para especializadas e procedimentos de diagnose e interligar esse sistema”, avaliou.

Durante o encontro com o secretário de Estado, Fernando Monti aproveitou para encaminhar o desligamento de suas funções junto à estrutura estadual. Ele pretende a cessão da direção no Instituto Lauro de Souza Lima, sem prejuízo dos vencimentos. A medida desonera o Município do pagamento dos vencimentos como secretário. O secretário Luiz Roberto Barradas também reforçou a Fernando Monti a proposta de tornar o Hospítal de Base (HB) uma unidade de retarguarda do Pronto-Socorro de Bauru.

Distritalização da Saúde

O projeto de Distritalização da Saúde deve deixar a fase de preparação para ser implementado no próximo governo. Fernando Monti confirmou que a proposta é a de instalar quatro Pronto-Atendimentos (PA) para regionalizar serviços intermediários a partir da rede básica.

A estrutura teria de funcionar associada a unidades distritais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Vamos ter o desafio de buscar a interligação das unidades, com os PAs interligados com a rede de Samu na mesma área de abrangência. Isso será necessário para garantir a transferência rápida de usuários para os serviços de maior complexidade. O PA não será Pronto-Socorro, será um nível de atendimento intermediário, para dar suporte às Unidades Básicas. Vamos buscar construir essa rede dentro das possibilidades”, disse Monti.

Associada à distritalização do atendimento, projeto que foi concebido pela gestão atual, a próxima administração quer ampliar gradativamente o Programa de Saúde da Família (PSF). “Hoje é uma ação estratégica esse programa, sendo Unidade de Saúde da Família. Com o tempo, algumas Unidades Básicas podem ser transformadas em Unidade de Saúde da Família, com os Pronto-Atendimento funcionando com horário mais estendido”, ampliou.

Fonte: jcnet.com.br

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