Apesar das dificuldades encontradas ao longo da vida, Papais e Mamães Noéis por vocação têm força de vontade e solidariedade como ponto em comum. A infância pobre e sofrida contribuiu para que o “olhar para o outro” e a solidariedade façam parte, hoje, de suas vidas.
Madalena Branca conta que faz festa de Natal para crianças carentes porque teve uma infância pobre, sem presentes no Natal. “Eu não ganhava brinquedos na data e hoje meu maior presente é vestir-me de Mamãe Noel e poder alegrar a vida do maior número possível de crianças e ver o sorriso em seus olhos”, emociona-se.
Já para Pierângela Filizzola, que passou parte de sua infância em um orfanato, a decisão de ser Mamãe Noel de carentes surgiu após ouvir de sua faxineira histórias tristes sobre o Natal. “Fiquei comovida ao ouvir de minha ajudante que o Natal para ela era uma data triste por não ter condições de comprar presentes para os seus quatro filhos. Foi aí que senti vontade de arrecadar brinquedos, me vestir de Mamãe Noel e presentear o maior número possível de crianças”, afirma.
Foi com dificuldade financeira que cresceu também Rose Lopes. Segundo ela, em 1997, estava reunida com um grupo de amigas conversando sobre como fazer para ajudar crianças carentes a terem um Natal mais feliz. “Foi quando surgiu a idéia de arrecadar alimentos e brinquedos e doá-los nas comunidades e bairros pobres de Bauru. Naquele ano conseguimos ajudar 35 famílias e hoje fico imensamente feliz em poder contribuir com o Natal feliz de mais de 2 mil famílias”, disse.
Jorge Munhoz também se alegra ao contar como virou Papai Noel de crianças carentes. Pobre quando menino, não sabia o que era a alegria de um brinquedo novo. “É por isso que hoje me vem a necessidade de fazer o contrário: ver e sentir o sorriso no rosto daqueles pequenos seres humanos ao ganharem um presente de Natal”, comenta com satisfação.
Fonte: jcnet.com.br
Papais Noéis relatam vida sofrida
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