Só no ano passado as principais faculdades de Bauru colocaram mais de 2,5 mil novos profissionais no mercado de trabalho.
Mas muitos destes ex-universitários encontrarão dificuldades para se encaixar em um emprego. Em 2008, de acordo com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), o índice de empregabilidade entre recém-formados ficou em 17,5%.
Ou seja, se o percentual se repetir neste ano, apenas 438 ex-estudantes conseguirão um trabalho. Outros 2.503 formandos ficarão desempregados. Isso em uma visão otimista, já que a crise econômica tem fechado vagas em todo o país.
Para o professor de relações de trabalho da Faculdade de Economia da USP, José Pastore, a previsão para os recém-formados não é das melhores. Ele acredita que os mais novos serão os grandes prejudicados pelo período de recesso econômico.
“Os empregos vão para quem tiver experiência. As empresas não vão mais investir na formação de funcionários”, afirma. Pastore acredita que o PIB brasileiro cresça apenas 3% em 2009, contra 5% no ano passado. Isso, na prática, significará 1 milhão de empregos a menos.
De acordo com a analista de seleção da RH Assessoria, Gislaine Magrini, as empresas podem diminuir o investimento na capacitação da sua equipe para reduzir custos. “Mas acredito que é cedo para julgar se a geração de empregos em Bauru vai diminuir, por enquanto encontra-se estável”, avalia.
Estágio é primeiro passo para buscar uma vaga
Déborah Ballaminut, 25 anos, começou a fazer estágios desde o segundo ano do curso de publicidade e propaganda, na USC (Universidade do Sagrado Coração).
Em 2005, iniciou um programa de estágio na universidade, foi efetivada em 2008, ano de conclusão do curso, e permanece até hoje, onde desempenha a função de webdesigner na diretoria de comunicação da universidade.
Fazer estágio, na avaliação da recém-formada, foi fundamental para conseguir uma vaga na empresa. “O estágio é a porta de entrada no mercado de trabalho. Nele a gente exercita as habilidades e competências da nossa área de atuação e desenvolve postura profissional”, afirma.
Segundo a analista de seleção da RH Assessoria, Gislaine Magrini, realmente o estágio é uma porta de entrada para o mercado de trabalho. Ela considera o aprendizado indispensável a um profissional que deseja estar preparado para enfrentar os desafios de uma carreira.
“À medida que o acadêmico tem contato com as tarefas que o estágio lhe proporciona, começa então a assimilar tudo aquilo que tem aprendido e até mesmo aquilo que ainda vai aprender teoricamente”, diz.
Sobre as novas regras para estágio – carga horária de seis horas, férias remuneradas a cada ano, seguro contra acidentes e acompanhamento de um educador –, Gislaine acredita que favoreceu os universitários. “Com isso eles têm um tempo maior para se dedicarem aos estudos.”
Já alguns especialistas, como o professor de economia José Pastore, prevêem queda no número de vagas.
Fonte: redebomdia.com.br
Bauru põe mais de 2,5 mil formandos no mercado por ano
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