Dois bancos estatais discutem com o Legislativo quem poderá firmar parceria em que a manutenção das contas e das relações institucionais entre as partes permitiram comodato para instalação de fibra ótica, digitalização e computadores novos na Casa de Leis. O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) iniciaram, ontem, negociação a respeito com representantes do Legislativo.
O presidente da Câmara, Pastor Luiz Barbosa (PTB), e o chefe de Gabinete, Ricardo Oliveira, se reuniram com o gerente de contas públicas da Caixa Econômica Federal, Hélio Ota, e com o superintendente regional do Banco do Brasil, Evaldo Emiliano de Souza.
Como o JC repercutiu durante a semana, os computadores da Casa estão obsoletos e os vereadores cobram também a digitalização dos arquivos do Legislativo, tanto de áudio e vídeo quanto de documentos. Para sanar esses problemas, Pastor Luiz procurou dois bancos estatais para realizar uma contrapartida em troca da manutenção das contas do Legislativo.
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram procurados e apresentaram suas possibilidades ontem. Com Ota a reunião foi realizada em uma agência da Caixa. Ele disse que o banco tem interesse em formar parceria com o Legislativo bauruense, mas revelou também que a instituição nunca realizou comodato do gênero. A alternativa a ser discutida seria realizar a contrapartida em aquisições. “Mas nós teríamos que realizar essa contrapartida em dinheiro”, disse o gerente.
A Câmara deseja que o acordo seja feito em regime de comodato, já que há restrição legal para a Casa receber recursos de terceiros que não seja a Prefeitura. Neste caso, a saída seria firmar acordo através da administração municipal para, depois, ocorrer o repasse ao Legislativo.
Segundo expectativa da presidência, todos os equipamentos solicitados girariam em torno de R$ 300 mil. “Nós gostaríamos de receber esses equipamentos em comodato. Depois faríamos a licitação para realizar a manutenção desse material”, disse o chefe de gabinete Ricardo Oliveira.
Para Ota, esse seria o primeiro caso de comodato da Caixa. “Como é a primeira vez, temos que ver com a diretoria em Brasília. Não depende apenas de mim”, disse. O gerente também afirmou ainda que todos os funcionários da Câmara seriam beneficiados se o vencedor fosse a Caixa. “Os servidores serão beneficiados com a isenção de todas as tarifas do banco no primeiro ano”, disse.
Já na reunião com os representantes do Banco do Brasil, na Câmara Municipal, a instituição disse de pronto que vai encaminhar um técnico para avaliar a infra-estrutura existente e levantar os itens e os valores dos equipamentos desejados. “Já fizemos esse tipo de contrapartida, mas temos que conversar com a direção do Banco”, revelou o superintendente regional Souza.
O banco já mantém as contas do Legislativo. “Temos interesse em confirmar essa parceria”, disse o superintendente. Ele afirmou também que vai sinalizar positivamente pelo acordo juntamente com a direção da instituição em Brasília.
Souza pediu que a presidência do Legislativo encaminhe ofício ao banco com todos os pedidos e quais benefícios o agente financeiro poderia obter, como banner institucional no site da Casa e apresentação institucional da marca pública da instituição nos programas realizados, através das transmissões da TV Câmara. O chefe de gabinete, Ricardo Oliveira, disse que mandará o documento segunda-feira para apreciação do banco.
“A partir daí eu farei a fundamentação e mandarei para Brasília”, afirmou Souza. “Tem todo o trâmite burocrático, mas vamos tentar responder à Câmara o mais rápido possível, porque a decisão vem de Brasília”.
A expectativa de Pastor Luiz é a de que até o final de janeiro esse assunto seja resolvido. A previsão é de que a Câmara movimente R$ 7,5 milhões esse ano.
Fonte: jcnet.com.br
Caixa e BB avaliam pedidos da Câmara
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