No primeiro dia de trabalho após a posse no Palácio das Cerejeiras, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) deu o tom de como deseja que seus 15 secretários e três presidentes de autarquias atuem para enfrentar os problemas da cidade.
O secretariado, o prefeito, a vice Estela Almagro (PT) e auxiliares percorreram, à tarde, as vielas da Ferradura Mirim. Pela manhã, o prefeito reuniu sua equipe de governo para discutir a realidade financeira, Plano Diretor e outros temas. À tarde, embarcou seu pessoal em um microônibus escolar para um tour. O roteiro iniciou pela Ferradura Mirim que, além de ser um reduto eleitoral de Rodrigo, que teve expressiva votação na periferia da cidade, reúne o exemplo de exclusão social a que uma comunidade pode ser submetida pela ausência absoluta do poder público municipal.
“Quero que minha equipe saia do gabinete, de vez em quando, para ir às ruas”, definiu o prefeito.
A caravana entrou no bairro pela rua 13, onde a comitiva da Prefeitura foi recepecionada pelo comerciante Alfredo Inácio da Silva, dono do Bar do Alfredo. Rodrigo fez uma breve explanação dos problemas que afligem a comunidade, do qual vive a inseguraça dos lotes sem regularização, falta de saneamento, drenagem, pavimentação de ruas, hoje intransitáveis, limpeza e coleta de entulho e lixo espalhados. Necessita ainda de melhoria no acesso a transporte público, creche, finalização do Centro Comunitário, abandonado na quadra 1 da rua 12, entre outras carências.
Os secretários, até mesmo os de terno e salto alto, amassaram muito barro, se esgueiraram para driblar as poças de lama acumuladas com a chuva torrencial de ontem, e pararam para ouvir as reivindicações da população.
A cada novo trecho de favela percorrido, a equipe de Rodrigo viveu um pouco do dia-a-dia dos moradores da favela. Numa determinada viela, um assessor mostrou ao presidente do Departamento de Águas e Esgoto (DAE), Paulo Sérgio Campanha, água jorrando, como se ali houvesse uma mina d’água. O que parecia um vazamento era drenado por uma canaleta rasgada pelos moradores no chão, evitando que a água empossasse em frente de suas residências.
A cada ponto visitado os secretários trocavam idéias projetando possíveis soluções.
Perguntado sobre a possibilidade de frustrar a população com o auê gerado pela visita, Rodrigo disse que pretende estar presente e dará retorno. “É diferente do que chegar ao gabinete (do secretário) e pedir para fazer a regularização dos lotes”, sugere.
De caneta e bloco de anotações nas mãos, o secretário de Obras, Eliseu Areco, avaliou que Rodrigo acertou ao retirar o secretariado do gabiente. Quanto ao que sua pasta pode agilizar no bairro emergencialmente, citou o trabalho de uma máquina e caminhão pequenos, para que possam transitar pelas ruas estreitas, para tapar buracos e até mesmo a melhoria com cascalho em alguns pontos mais críticos.
Recepção sem fogos
Morando há 15 anos na Ferradura, seo João Avelino dos Santos, 65 anos, avaliou como importante a escolha do bairro para ser visitado inicialmente pelo novo governo municipal. Rodrigo surpreendeu até quem fez campanha para sua eleição. Benedita Gonçalina Moreira, 57 anos, dos quais 10 vividos no imóvel número 2-21 da rua 13, viu com satisfação o retorno de Rodrigo, para quem pediu voto no bairro. “Tivemos a prioridade de ter um prefeito moleque, um rapaz. Pena que não deu pra eu ir na posse (anteontem) porque estava doente”, comemorou a moradora. Ela citou que apenas os ex-prefeitos Nilson Costa e Tuga Angerami visitaram o bairro.
As lideranças comunitárias também olharam com simpatia a visita do prefeito. Gisele Moreti comentou que “é hora do poder público dar uma resposta à população”. O presidente da Associação de Moradores do Ferradura, Fábio Rogério Pereira, disse estar calejado de buscar auxílio da Prefeitura e ver os ofícios se perderem na burocracia municipal. No entanto, ele analisou como importante a presença do prefeito e do secretariado, desde que a visita dê resultados em melhora de qualidade de vida para o bairro.
Após a Ferradura Mirim, o microônibus da comitiva seguiu o roteiro indo para o Parque Paulista. Passou na frente Usina de Asfato, seguiu para Mary Dota e Chapadão, onde fez uma rápida parada no Estádio Distrital “Toninho Guerreiro”. Continuou pelo Bauru 2000 e Jardim Ivone, onde o secretariado conheceu a “favelinha”. A andança pela cidade passou ainda pela Pousada da Esperaça. Depois a caravana retornou pela rodovia Marechal Rondon, seguindo pela rua Alves Seabra até o Parque Roosevelt, Santa Edwirges e finalizarou no Parque Jaraguá.
Fonte: jcnet.com.br
Equipe de Rodrigo visita periferia de Bauru
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